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Macau/Tufão: Resposta bem-sucedida depende da cooperação regional -- Associação Económica

Logótipo de O Jogo O Jogo 11/10/2017 Administrator

O presidente da Associação Económica de Macau defendeu hoje que o sucesso da resposta a um novo desastre da dimensão do tufão Hato, o pior dos últimos 53 anos no território, depende da cooperação regional, nomeadamente com a China.

Durante o tufão Hato, em 23 de agosto, 29% da área de Macau foi inundada e estima-se que as águas tenham subido até aos 5,5 metros no Porto Interior, na península de Macau.

As consequências do tufão levaram o governo a equacionar dois planos para evitar a repetição das inundações: um de curto prazo, que passa pelo aumento do dique em torno do porto, e outro de longo prazo implica a construção de uma barragem, obra que requer a cooperação com regiões vizinhas, já que a comporta ficaria entre Macau e a cidade vizinha de Zhuhai.

"Quando construirmos a comporta, precisamos de cooperar com a província de Guangdong, sem isso é impossível construir ou gerir nas suas áreas de governação", disse o presidente da Associação Económica de Macau.

Joey Lao falava à margem "Seminário sobre a construção da Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau" sobre um novo estudo da associação que lidera o qual, segundo explicou aos jornalistas, aborda, entre outros temas, o tufão Hato, que causou dez mortos e mais de 240 feridos.

A abordagem "é sobretudo na vertente da cooperação económica regional", com a província adjacente de Guangdong e com Hong Kong, e "não sobre o impacto negativo [do tufão Hato] para a economia", esclareceu Joey Lao.

Além das inundações, Macau registou durante vários dias problemas no fornecimento de água e luz, bens essenciais que são importados da China.

No que diz respeito ao fornecimento de eletricidade, Joey Lao considerou que "devem ser estabelecidos acordos para haver um ou dois canais de 'back-up' para garantir o fornecimento" à população em casos de crise.

Por outro lado, atendendo à escassez de terrenos em Macau, considerou difícil alocar mais áreas para construir centrais e assim limitar a dependência da energia importada.

"Se reservas mais terrenos para construir centrais elétricas, como é que vais construir habitação pública? É preciso mais habitação, mais instalações sociais, precisamos de pensar sobre tudo isto e de chegar a um equilíbrio", afirmou Joey Lao.

Além de presidente da Associação Económica, Joey Lao vai, a partir da próxima semana, ocupar um lugar de deputado, depois de ter sido um dos nomeados pelo chefe do Executivo na sequência das eleições de 17 de setembro.

A Assembleia Legislativa é composta por 33 deputados, dos quais 14 são eleitos pela população, 12 pela via indireta (por associações) e os restantes sete nomeados pelo chefe do Executivo após o resultado eleitoral.

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