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Macau/Tufão: Turistas viram ruas alagadas e pouco mais antes de 'correrem' centro histórico

Logótipo de O Jogo O Jogo 27/08/2017 Administrator

A dimensão dos estragos do tufão Hato por Macau, o mais forte em 50 anos, 'escapou' ao olhar dos poucos turistas que antes de 'correrem' o centro histórico do antigo enclave português viram, pelo caminho, ruas alagadas e pouco mais.

Anne Shen e Iris Gu deixaram o hotel em Coloane pouco depois de o sinal 8 de tempestade tropical ser substituído pelo 3 (ainda em vigor) diretamente para o Leal Senado, no 'coração' da cidade, aproveitando a tarde -- após uma manhã perdida -- para ver pela primeira vez Macau.

Com o tempo a dar uma aberta, após intensos aguaceiros, as duas turistas, oriundas de Xangai, caminham com cuidado, de guarda-chuva e máquina fotográfica na mão, pela calçada portuguesa em direção às Ruínas de S. Paulo, património classificado pela UNESCO.

"Viemos no 'shuttle' do hotel. Chegamos ontem [sábado] e estávamos com medo porque lemos as notícias de que um novo tufão [Pakhar] estava a caminho, mas depois de umas horas passou. Quando decidimos vir passar o fim de semana a Macau ainda foi antes de chegar o primeiro [o Hato], que sabemos que causou mortos e danos", conta Anne Shen à agência Lusa.

Durante a viagem entre a ilha de Coloane e a península de Macau, as duas amigas viram sobretudo ruas alagadas. "Não vimos muito mais", diz a jovem, de 27 anos, confessando desconhecer a real dimensão dos estragos do tufão Hato, ainda bastante visível numa série de ruas não longe das Ruínas de S. Paulo.

Na subida que vai dar ao 'cartão postal' de Macau, havia um cenário fora do normal: o percurso estava praticamente vazio, fazendo-se sem amontoados de gente e, portanto, sem os habituais encontrões, havendo, inclusive, lojas fechadas.

De portas abertas, mas sem o louco ritmo de um dia como os outros, estavam as pastelarias que vendem os tradicionais e populares biscoitos de amêndoa, e também pastéis de nata apresentados como tartes de ovo portuguesas, muito apreciados pelos turistas, particularmente os da China, que regressam a casa carregados com os inconfundíveis sacos da Koi Kei.

Já a loja de 'souvenirs' junto à escadaria das Ruínas de S. Paulo estava 'às moscas' hoje à tarde. "Vim abrir uma hora depois de o sinal 8 ter sido substituído pelo 3", explica a funcionária. "Isto hoje está mesmo muito mau. Ontem [sábado] já estava mau, mas ligeiramente melhor", descreve à Lusa.

Ao contrário de hoje, no sábado esteve sol, além de muito calor -- os termómetros chegaram a marcar 32º com uma sensação real de 40º --, mas a previsão de chegada de novo tufão (o segundo em menos de uma semana) também terá levado muitos a cancelar os planos.Isto a avaliar pelos poucos turistas que deambulavam pelo centro histórico de Macau, um território habituado a receber qualquer coisa como 30 milhões de visitantes por ano.

O Pakhar, que ainda mantém içado o sinal 3 de tempestade tropical, foi o segundo tufão a atingir Macau em menos de uma semana, a seguir ao Hato, cuja passagem na quarta-feira pelo território deixou dez mortos, mais de duas centenas de feridos e avultados danos ainda por avaliar. A escala de alerta de tempestades tropicais é formada pelos sinais 1, 3, 8, 9 e 10 -- hasteados tendo em conta a proximidade da tempestade e a intensidade dos ventos.

Jim, de 26 anos, natural de Taiwan, era um dos que andava de bagagem na mão na tarde de sábado, após a reserva de hotel ter sido cancelada, a tentar "ver o máximo possível" antes de rumar a Hong Kong, após ter decidido alterar o 'programa' da viagem, "mais ou menos chateado" com o transtorno.

Embora se tenha cruzado com "muito lixo" e "inundações", Jim reconhece que, atendendo às imagens que circulam nomeadamente nas redes sociais, não viu o verdadeiro rasto de destruição deixado pelo tufão Hato no território.

Nem ele nem um grupo de 20 turistas da Tailândia que, depois de uma breve visita às Ruínas de S. Paulo, caminhava a passo acelerado, preparando-se para regressar ao hotel antes de partir rumo a Hong Kong.

Sem vagar para grandes conversas, o guia apenas relatou que viram árvores caídas no chão e alguns danos, até porque também "quase não viram nada", explicando que "não houve hipótese de cancelar a excursão" como recomendaram os Serviços de Turismo de Macau.

Já mais relaxados estavam quatro irmãos oriundos da Malásia, que ficam até segunda-feira em Macau. Um deles, Wong, de 23 anos, até estava "entusiasmado": "Nunca vi um tufão antes".

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