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Macron defende "refundação" da Europa no local onde nasceu a democracia

Logótipo de O Jogo O Jogo 07/09/2017 Administrator

O Presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu hoje uma "refundação" da Europa que faça da UE um espaço soberano, democrático e solidário, com cidadãos e estados de direitos iguais e sem decisões tomadas à porta fechada em instituições informais.

Macron e o seu anfitrião, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, elegeram a colina de Pnyx -- simbólica por ser o local onde se reunia a assembleia da Atenas clássica e onde nasceu a democracia -- como cenário para pedir o lançamento desta nova Europa.

"Aqui a cidade de Atenas construiu a sua soberania popular", começou por dizer Macron, "aqui se assumiu o risco de confiar ao povo o seu destino", continuou, para concluir que "o número maior é melhor do que o número menor" na tomada de decisões.

O chefe de Estado francês -- que se encontra até esta sexta-feira numa viagem de dois dias à Grécia - sublinhou depois que "a soberania, a democracia e a confiança estão em perigo", e considerou que a crise da Grécia "é um fracasso da Europa" que serve de lição.

"Quero que procuremos coletivamente a força primal para refundar a Europa, a ambição original, dos fundadores que criaram este espaço de prosperidade", afirmou Macron, sustentando que "podemos continuar a fazer como se nada se passasse, mas aí esta geração será responsável pela morte da Europa".

Outra opção, continuou o Presidente francês, "é refundar a Europa", de forma profunda, para que dela não se apropriem "os que detestam a Europa".

Mácron advogou a criação de uma "soberania europeia" que proteja as nações dos problemas como "as alterações climáticas, a imigração, o terrorismo e as crises" e que converta o continente numa "potência económica". "Assim nos protegeremos das grandes mudanças", acrescentou.

Macron admitiu que a União Europeia cometeu erros durante a crise económica e que não só "o povo grego pagou por isso" como parte do preço foi a perda da "coesão social no seio da Europa".

O chefe de Estado francês anunciou que irá apresentar um projeto que defenda a "convergência social e fiscal" na UE, e que defenderá "um governo forte que nos faça soberanos: um responsável executivo, um orçamento e um verdadeiro Parlamento Europeu".

Macron disse ainda que não quer que esta refundação "seja negociada à porta fechada, às escuras, em Paris, Berlim ou Bruxelas", e propôs que os princípios desta refundação sejam acordados nos meses que restam até ao final do ano e que no início do ano seguinte se realizem referendos em cada um dos Estados membros.

Tsipras apoiou as ideias de Macron e sublinhou a necessidade de se promover o diálogo para uma nova política democrática e solidária.

A crise recente eliminou os valores fundadores da Europa e deslocou a tomada de decisões para "instituições informais" que operam à porta fechada e "não são responsáveis perante os cidadãos", acrescentou o governante grego.

Tsipras instou também a que seja desenhada uma Europa verdadeiramente soberana, em que zona euro deixe de ser uma meramente "zona de cooperação económica reforçada" e passe a ser uma "zona de solidariedade reforçada".

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