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Macron disse não querer "dar lições" sobre direitos humanos a homólogo egípcio

Logótipo de O Jogo O Jogo 24/10/2017 Administrator

O Presidente francês, Emmanuel Macron, declarou hoje não querer "dar lições" sobre direitos humanos ao seu homólogo egípcio, Abdel Fattah al-Sissi, a quem as organizações não-governamentais apontam o dedo pelo seu "balanço catastrófico" na matéria.

"Da mesma forma que não aceito que qualquer outro dirigente me dê lições sobre a forma de governar o meu país (...), acredito na soberania dos Estados", sustentou Macron, instando a que "não se deem lições completamente fora de contexto".

"Tenho consciência do contexto em termos de segurança. O Presidente al-Sissi tem um desafio, a estabilidade do seu país, a luta contra os movimentos terroristas, contra um fundamentalismo religioso violento. É o contexto em que ele tem que governar, não podemos transformar isso em abstração", frisou o chefe de Estado francês, que se reuniu pela primeira vez com o homólogo egípcio desde que foi eleito.

Apesar de ter sublinhado que o combate ao terrorismo deve "imperativamente ser levado a cabo dentro do respeito do Estado de Direito e dos direitos humanos", Macron insistiu sobretudo na "cooperação muito estreita" que liga França e o Egito e na parceria entre os dois países.

"A França está ao lado do Egito, pois a segurança deste país amigo é também a nossa própria segurança", vincou, resumindo a estratégia de Paris, que considera o Egito o principal baluarte na luta contra o terrorismo no Médio Oriente.

Segundo o seu gabinete, o Presidente francês referiu, durante o seu encontro com al-Sissi, cerca de 15 casos individuais de ativistas e jornalistas egípcios alvos de repressão.

"O povo egípcio rejeita qualquer prática violenta ou a ditadura e o desrespeito dos direitos humanos, mas eu sou responsável por 100 milhões de pessoas, numa região que o extremismo conseguiu transformar num local de onde exportar o terrorismo para o mundo inteiro", declarou, por sua vez, o chefe de Estado egípcio.

"Nós estamos contra a violência e com os direitos humanos", acrescentou, reiterando que as suas forças de segurança "não praticam a tortura".

Muitas organizações não-governamentais acusam o Governo do Presidente al-Sissi de ser responsável pela "pior crise dos direitos humanos que o Egito conheceu em décadas", condenando regularmente as detenções em massa, as condenações à morte, o uso em grande escala da tortura e as perseguições de homossexuais.

Paris e o Cairo mantêm excelentes relações de segurança e comércio: desde 2015, o Egito concluiu contratos de armamento com a França no valor de mais de seis mil milhões de euros, incluindo nomeadamente 24 aviões de combate Rafale, uma fragata, dois porta-helicópteros Mistral e mísseis.

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