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Madeira Rodrigues: o lateral-paquete que pára no Marquês

Logótipo de O Jogo O Jogo 04/03/2017 Alcides Freire

Declarando-se a "antítese" de Bruno de Carvalho, o cabeça de lista da oposição preconiza uma mudança transversal no reino do leão, na forma, no conteúdo e nos resultados. Largou tudo por isso.

Atirou-se para a frente com uma estrutura a montar quando lhe pediam o inverso, mas Pedro Madeira Rodrigues decidiu em dezembro que a sua candidatura era uma inevitabilidade, apresentou-a a 27 do mesmo mês num hotel fronteiro a Alvalade, resistiu à proposta de desistir em favor de outra lista de rutura, encabeçada por Mário Patrício, e chega à boca das urnas como candidato único contra a atual linha de gestão, e a ter maior impacto junto da massa associativa do que aquele com que apareceu antes da viragem do ano. Disse-se logo à cabeça a "antítese de Bruno de Carvalho", surpreendeu no debate com o presidente, apresentou o seu projeto, a sua equipa e espera a palavra final dos sócios ao cair do dia de hoje.

citacaoEx-jogador da formação que se fez gestor sonha festejar títulos no sítio de eleição e marcou posição

© Álvaro Isidoro/Global Imagens

O gestor passou três anos na lateral direita da formação leonina, orgulha-se do passado como paquete numa empresa de moagem de pão em Setúbal, agarrou-se aos livros, apostou na via académica, ajudou a forrar o pé de meia com a participação em concursos televisivos e garante que gerir sensibilidades, da mais apagada à mais egomaníaca, é a sua especialidade. Pedro Madeira Rodrigues largou 12 anos na secretaria-geral da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa para se submeter ao escrutínio da massa associativa da qual faz parte há quase 36 anos. O sonho é devolver o Sporting aos valores que tem como genuínos, quebrar com o estilo que considera truculento do atual líder e festejar títulos de campeão nacional no Marquês de Pombal, onde gosta de parar a imaginar a festa leonina que ali não se faz desde 2002.

Inicialmente, Madeira Rodrigues foi encarado por parte considerável da oposição como um candidato apaixonado mas aventureiro, suscetível de ser absorvido por uma candidatura com nomes mais sonantes. Todavia, o gestor resistiu a desistir em favor de Mário Patrício, que não avançou para não fragmentar a linha adversa a Bruno de Carvalho, e depois Madeira marcou pontos no frente a frente com o adversário. Apresentou Juande Ramos, Boloni, Delfim e demais equipa (ver peças em anexo) e marcou posição junto da família leonina. O resto vê-se hoje à noite.

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