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Maior banco angolano entra em 2018 saneado após venda de crédito malparado

Logótipo de O Jogo O Jogo 19/10/2017 Administrator

O presidente do estatal Banco de Poupança e Crédito (BPC) garantiu hoje que aquela instituição vai entrar em 2018 já com o processo de saneamento da carteira de crédito malparado, superior a 2.500 milhões de euros, concluído.

De acordo com Ricardo d'Abreu, com o processo de saneamento da carteira de crédito malparado do banco estatal, o maior em Angola, através da venda de uma parte desse total a outra sociedade estatal, a Recredit, ainda este ano será possível ao BPC "relançar a atividade do ponto de vista creditício".

"Praticamente está a ser finalizado [a venda de parte do crédito malparado]. É nosso objetivo que até ao final deste ano nós tenhamos já isso tratado com a Recredit, entrando em 2018 já com um outro tipo de balanço e uma outra estrutura, do ponto de vista da solidez e robustez do banco", afirmou o presidente do conselho de administração do BPC.

Ricardo d'Abreu falava aos jornalistas à margem de uma conferência da consultora internacional Deloitte, realizada hoje em Luanda, para apresentação de dados sobre o setor bancário angolano.

Em julho deste ano, questionado pela Lusa, o administrador explicou que o BPC tem 500 mil milhões de kwanzas (2.546 milhões de euros) na carteira de crédito malparado e que já foi emitida dívida pública no valor de 231 mil milhões de kwanzas (1.170 milhões de euros) a favor da sociedade Recredit, também estatal, que vai gerir os créditos problemáticos da banca angolana, a começar pelo BPC.

Daí que, explicou, esse valor será a "dimensão de crédito malparado que o BPC irá negociar com a Recredit", cabendo ao banco público recuperar a restante parcela, de cerca de 50%.

"O montante está definido, não quer dizer que depois a Recredit não tenha outras dotações para conseguir alargar a sua atividade a nível do sistema bancário nacional. Mas do ponto de vista do BPC nós sabemos exatamente o valor, pela emissão especial que foi em dezembro de 2016, de 231 mil milhões de kwanzas", apontou.

O administrador acrescentou que estão em fase de conclusão as negociações entre o BPC e a Recredit, depois de identificados, na carteira de crédito malparado do banco, os ativos que serão vendidos àquela sociedade, uma espécie de banco mau criado pelo Governo angolano para tentar sanear a banca nacional.

O BPC fechou as contas de 2016 com um prejuízo de 29,5 mil milhões de kwanzas (150 milhões de euros), resultado que justificou com as "decisões assumidas pelo atual conselho de administração", de constituir 72,7 mil milhões de kwanzas (370 milhões de euros) para "imparidades e provisões" do exercício de 2016.

Assim, fica refletida nas contas uma perda potencial ou efetiva de quase 400 milhões de euros em créditos concedidos anteriormente.

Em 2016, o BPC tinha 443 agências em todo o país, com 5.530 trabalhadores, tendo o administrador garantido que o plano de reestruturação não passa, para já, por despedimentos ou fecho de balcões, mas por outras medidas de poupança interna.

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