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Mais de 250 máscaras levam imaginário popular mexicano ao Museu de Lisboa

Logótipo de O Jogo O Jogo 07/07/2017 Administrator

Mais de 250 máscaras vão levar o imaginário mexicano ao Museu de Lisboa, a partir de sábado, revelando as histórias das relações entre os impérios europeus e os habitantes das Américas, em particular do México.

De acordo com a organização, a exposição "Do Carnaval à Luta Livre. Máscaras e Devoções Mexicanas" vai ser inaugurada no sábado, às 17:00, no Palácio Pimenta, Museu de Lisboa, onde ficará até 01 de outubro.

Revistas de banda desenhada, vídeos e fotografias estarão também nesta mostra, comissariada por Anthony Shelton, que é apresentada no âmbito da programação Passado e Presente - Lisboa, Capital Ibero-americana de Cultura 2017.

O comissário da exposição, Anthony Shelton, é um antropólogo e colecionador de máscaras mexicanas, reunidas durante o seu longo trabalho de campo em várias regiões do México.

Inclui cerca de 250 máscaras manufaturadas nos séculos XX e XXI de diferentes tipologias, além de filmes, banda desenhada e fotografias, de Lourdes Grobet, de alguns lutadores e das suas famílias.

No México, as máscaras são um ícone crescentemente visível na identidade do país, em festivais religiosos, protestos públicos e na sua forma local de luta livre, sublinha a organização num comunicado sobre a exposição.

Atravessando séculos, as máscaras eram usadas antes da ocupação espanhola, durante o tempo colonial e depois da independência, em diferentes contextos e zonas do México, do norte ao sul do país.

Muitas máscaras são resultado dos confrontos entre culturas indígenas, europeias e africanas, em que podem entrar personagens de mouros, cristãos, apaches, aztecas e espanhóis.

"São máscaras de carnaval que representam europeus, máscaras cerimoniais figurativas de tigres, diabos, sereias, serpentes, crocodilos e morcegos, entre outros, bem como personificações de espanhóis, africanos e mouros, que continuam a ser construídas nos dias de hoje, para venda e para uso em festividades diversas que permanecem vivas", segundo a organização.

Outro aspeto desta exposição é a associação das máscaras mexicanas ao fenómeno nacional da "Lucha Libre", versão mexicana de 'wrestling', cujos lutadores usam máscaras.

Trata-se de uma combinação de desporto, luta e entretenimento que teve a sua primeira instituição em 1933 e, desde então, não cessou de ser uma manifestação que movimenta as massas, adianta a organização da mostra.

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