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Mais de 3.000 rohingyas fugiram da Birmânia para o Bangladesh desde sexta-feira

Logótipo de O Jogo O Jogo 28/08/2017 Administrator

Mais de 3.000 pessoas da minoria muçulmana rohingya fugiram para o Bangladesh desde sexta-feira, quando eclodiu um novo surto de violência no oeste da Birmânia, que já causou cerca de 100 mortos.

O Governo de Daca resiste a aceitar novos refugiados e as forças de segurança colocadas nas margens do rio Naf, fronteira natural entre o Bangladesh e a Birmânia, expulsaram nos últimos dias pelo menos 511 rohingyas.

O Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados calcula que "mais de 3.000" rohingyas poderão ter entrado no Bangladesh desde que na sexta-feira o designado Exército de Salvação Rohingya de Arakan (ARSA) lançou uma série de ataques contra postos policiais e militares no Estado de Rakhine (oeste da Birmânia).

"Muitos dos recém-chegados são mulheres e crianças, incluindo algumas que não são acompanhados", disse à agência noticiosa espanhola EFE um porta-voz do ACNUR no Bangladesh, Joseph Surjamoni Tripura.

Em coordenação com o Programa Alimentar Mundial, o ACNUR está a distribuir alimentos aos novos refugiados e a prestar informação sobre outros serviços, "incluindo assistência médica", precisou o porta-voz.

Por outro lado, o subcomandante da Guarda Fronteiriça do Bangladesh, Shariful Islam Jamaddar, disse à EFE que apenas nas últimas 24 horas as forças do país expulsaram 221 rohingyas e que se mantêm alerta.

Os ataques do ARSA ocorreram um dia depois de uma comissão, liderada pelo ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan, ter apresentado ao Governo birmanês um relatório com recomendações para acabar com a violência em Rakhine e promover o desenvolvimento da região.

Mais de um milhão de rohingyas vivem no estado de Rakhine, onde sofrem uma crescente discriminação desde o surto de violência sectária que provocou, em 2012, pelo menos 160 mortos e deixou perto de 120 mil membros da comunidade confinados em 67 campos de deslocados.

As autoridades birmanesas não reconhecem cidadania aos rohingya -- minoria apátrida considerada pelas Nações Unidas como uma das mais perseguidas do planeta.

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