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Mais de 40 fotógrafos portugueses comprometem-se com boicote a Israel

Logótipo de O Jogo O Jogo 19/08/2017 Administrator

Mais de 40 fotógrafos, professores e estudantes de Fotografia portugueses comprometeram-se a recusar convites e financiamentos do Estado de Israel, bem como a colaborar com instituições culturais israelitas, em boicote a um "regime de ocupação, colonialismo e apartheid".

Num comunicado hoje divulgado, o Comité de Solidariedade com a Palestina anunciou que, "por ocasião do Dia Mundial da Fotografia, assinalado hoje, mais de 40 fotógrafos portugueses, professores de fotografia e estudantes de fotografia tornam público o seu compromisso de não aceitarem convites ou financiamentos profissionais do Estado de Israel e recusam-se a colaborar com instituições culturais israelitas cúmplices do regime de ocupação, colonialismo e apartheid".

Segundo a mesma fonte, os fotógrafos, entre os quais João Pina, vencedor do prémio estação Imagem 2017, e Nuno Lobito, "mantêm o boicote até Israel cumprir o direito internacional e respeitar os direitos humanos dos palestinianos".

Este compromisso dos fotógrafos, professores e estudantes de Fotografia portugueses "segue iniciativas semelhantes de boicote cultural a Israel por centenas de artistas de relevo nos EUA, Reino Unido, África do Sul, Canadá, Suíça e França".

"O boicote cultural a Israel faz parte do movimento global de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS), inspirado na campanha de boicote sul-africana contra o apartheid nos anos 80. O movimento BDS, com liderança palestiniana, viu um crescimento impressionante nos últimos anos", refere aquela plataforma.

O Comité de Solidariedade com a Palestina recorda que "muitos artistas de fotografia palestinianos tiveram os seus vistos recusados pelo exército de ocupação [de Israel], impedindo-os de participar em conferências e apresentações internacionais".

"Artistas também foram detidos em postos de controlo, encarcerados, tendo o equipamento destruído e, no geral, são expostos à mesma violência perpetrada pelo exército israelita contra todos os palestinianos", afirma a plataforma.

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