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Mais de meio milhão de pessoas fugiram da República Centro-Africana devido a conflito civil

Logótipo de O Jogo O Jogo 15/09/2017 Administrator

Mais de meio milhão de pessoas fugiram da República Centro-Africana para países vizinhos e outras 600 mil deslocaram-se dentro do país desde o início do conflito civil, em 2013, revelou hoje a ONU.

Os dados da Agência das Nações Unidas para os Refugiados referem que não cessa a chegada de refugiados à República Democrática do Congo (RD Congo), onde eram "167.000 no final de agosto, dos quais 64.000 chegaram desde maio".

Além da RD Congo, os Camarões com 236.732, o Chade com 74.450, e o Congo com 31.499, são os países mais afetados pela fuga de pessoas da República Centro-Africana.

A República Centro-Africana entrou em conflito civil em 2013 depois do derrube do ex-presidente François Bozizé pelos ex-Sélékas, alegados defensores da minoria muçulmana. Michel Djotodia seguiu-se na presidência.

Este golpe teve como consequência um ataque da maioria cristã anti-Balakas.

Segundo um relatório da ONG Acled, a violência na região provocou, até à data de 5 de agosto e desde o início deste ano, 1.145 mortes, muitas de civis.

O atual Presidente da República Centro-Africana, Faustin-Archange Touadéra, anunciou na terça-feira uma reorganização do governo que surpreendeu com a entrada de familiares das milícias envolvidas no conflito que o país enfrenta.

Dos 34 ministros que Touadéra nomeou para o segundo governo do seu mandato de cinco anos, vários são representantes dos grupos armados que lutam pelo controlo dos recursos naturais da República Centro-Africana.

Lambert Mokove Lissane é um dos ministros do novo governo de Toudéra e é um representante da ex-milícia Séléka e ex-porta-voz da Frente Popular para o Renascimento da República Centro-Africana (FPRC). Também o sobrinho do ex-Presidente, Michel Djotodia, Gontran Djono Ahaba tem um lugar no governo.

A milícia anti-Balaka tem também representação com Jean-Alexandre Dedet na secretaria do governo e Jacok Mokpem Bionli como ministro da Cultura e Turismo.

"É uma mão de poder estendida para grupos armados, e particularmente para o FPRC", disse à AFP um membro eminente do novo governo de Toudéra.

O primeiro-ministro disse à AFP que "considerou o equilíbrio geopolítico" na República Centro-Africana ao incluir grupos armados no governo, acrescentado que são "compatriotas" e que representam "uma região".

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