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Mais de um milhão de assinaturas contra o herbicida glifosato

Logótipo de O Jogo O Jogo 07/07/2017 Administrator

Mais de um milhão de pessoas de todos os Estados-Membros da União Europeia assinaram uma petição a favor da proibição do herbicida glifosato, usado sobretudo para matar ervas daninhas e potencialmente cancerígeno, anunciou hoje a Plataforma Transgénicos Fora.

Em fevereiro, organizações não-governamentais europeias, incluindo portuguesas, propuseram-se recolher assinaturas para exigir o fim da utilização do glifosato.

Hoje, em comunicado a Plataforma Transgénicos Fora informou que mais de um milhão de pessoas, de todos os Estados-Membros da União Europeia, assinaram a favor da proibição do herbicida glifosato.

A iniciativa de Cidadania Europeia, que foi liderada em Portugal pela Plataforma Transgénicos Fora, "exige também, além da proibição, que o processo europeu de autorização de pesticidas seja profundamente melhorado e ainda que se estabeleçam metas obrigatórias para a redução do uso de pesticidas na União Europeia".

De acordo com a nota, em Portugal foram recolhidas 9.632 assinaturas (8.901 das quais online, sendo as restantes em papel), que foram entregues para validação à autoridade nacional competente.

"No total, em toda a União Europeia, assinaram 1.320.517 pessoas", adianta a Plataforma, acrescentando que "a Comissão Europeia tem agora a obrigação legal de responder às solicitações em causa através da proposta de medidas concretas no sentido da sua implementação".

O dossiê sobre glifosato deverá ser discutido a 19/20 de julho no Comité Permanente e a primeira votação deverá ter lugar em outubro.

Em fevereiro, as 11 entidades portuguesas da área do ambiente e agricultura reunidas na Plataforma, adiantavam que em Portugal "registam-se os níveis de contaminação humana mais elevados de toda a União Europeia".

Há mais de um ano, a Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou este herbicida como "carcinogénio provável para o ser humano e carcinogénio provado para animais de laboratório".

O químico, usado também na agricultura, tem sido alvo de vários alertas dos ambientalistas e, em Portugal, em 2014, a Quercus lançou uma campanha nacional a apelar aos municípios para que deixem de utilizar pesticidas para eliminar ervas daninhas em jardins e outros locais públicos, com o argumento de que são responsáveis por danos na saúde, podendo provocar cancro.

Em janeiro, o Governo aprovou a proibição de uso de pesticidas em espaços públicos como jardins infantis, parques e jardins urbanos, escolas e hospitais "com o objetivo de reduzir e controlar os efeitos sobre a saúde pública".

Segundo Jorge Ferreira, da Plataforma Transgénicos Fora, citado no comunicado, "o glifosato aparece em todo o lado: na água, nos alimentos, nas pessoas, até na chuva e no leite materno".

As substâncias carcinogénicas "não têm limiar de segurança pelo que a proteção da saúde exige a proibição total, tal como já aconteceu com inúmeros pesticidas no passado", acrescenta.

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