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Mais um político de Hong Kong impedido de entrar em Macau

Logótipo de O Jogo O Jogo 03/09/2017 Administrator

Um membro do Civic Party de Hong Kong foi hoje impedido de entrar em Macau, tornando-se no segundo político da antiga colónia britânica a ver recusada entrada no território em menos de uma semana.

Andy Yu, que também é conselheiro distrital em Yau Tsim Mong, explicou que os serviços de Imigração disseram que recusavam a sua entrada em Macau "porque havia fortes referências", segundo a Rádio e Televisão Pública de Hong Kong (RTHK), de que "pretendia entrar em Macau para participar em atividades que podem pôr em risco a ordem pública".

O membro do Civic Party disse que se deslocava a Macau em turismo e que tinha entrado na cidade vizinha há dois meses.

Andy Hu afirmou que suspeita ter sido impedido de entrar em Macau porque as eleições para a Assembleia Legislativa decorrem dentro de duas semanas, tendo sublinhado que a sua visita à cidade não tinha nada a ver com o ato eleitoral.

Na terça-feira à noite foi impedida de entrar no território a deputada do Partido Democrata de Hong Kong Helena Wong Pik-wan, que, segundo a imprensa da antiga colónia britânica, se deslocava à cidade para uma viagem de intercâmbio organizada pela Universidade Politécnica de Hong Kong, para visitar a Universidade de Macau.

A deputada recebeu a mesma justificação 'modelo' que é habitualmente dada pelas autoridades: o impedimento é justificado por representar uma potencial ameaça à segurança interna e à estabilidade de Macau.

Segundo a deputada, esta foi a primeira vez que não pôde entrar em Macau, apesar de outros já terem sido impedidos no passado. Wong disse que iria endereçar uma queixa ao líder do Governo de Macau, Chui Sai On, bem como ao Gabinete para os Assuntos de Macau e Hong Kong do Conselho de Estado da China.

Além dos dois políticos 'barrados' pelas autoridades locais, pelo menos cinco jornalistas de Hong Kong, que tinham a intenção de fazer a cobertura da passagem por Macau do tufão Hato - o pior dos últimos 53 anos -, foram impedidos de entrar na região nos últimos nove dias.

Quatro jornalistas foram 'barrados' na fronteira e reenviados para Hong Kong no sábado e outro na quinta-feira.

Instado a comentar os vários casos de pessoas impedidas de entrar em Macau, nomeadamente o da deputada Helena Wong Pik-wan, o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) de Macau disse na semana passada à Lusa que "não tem nada a referir e comentar sobre o caso, por se tratar de um caso particular".

No domingo passado, o secretário para a Segurança de Macau desvalorizou a proibição de entrada no território de pessoas, afirmando ser uma medida de segurança que todos os países do mundo adotam quando consideram ser necessário.

A posição foi reiterada, ao longo da semana, pelo Governo local, com um porta-voz a afirmar que a profissão dos que têm entrada recusada não é tida em consideração pelas autoridades.

Também na última semana, uma associação de jornalistas de Macau, na maioria chineses, recebeu denúncias de que cinco meios de comunicação instruíram os repórteres para apresentarem uma cobertura positiva do trabalho das autoridades na sequência da passagem do tufão Hato.

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