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Manifestações em cidade do nordeste do Mali exigem retirada das tropas francesas

Logótipo de O Jogo O Jogo 09/10/2017 Administrator

Os habitantes de Kidal, nordeste do Mali, manifestaram-se hoje pela terceira vez desde sexta-feira para exigir a retirada da força militar francesa Barkhane desta cidade, controlada por antigos rebeldes tuaregues, indiciaram testemunhas citadas pela agência France-Presse (AFP).

"Manifestámo-nos e continuaremos a manifestar-nos porque as tropas francesas devem partir", declarou a um jornalista da AFP Ali Ag Mahmoud, um dos organizadores da manifestação.

"Essas tropas não têm nada a fazer aqui. São demasiado brutais, intervêm sem qualquer aviso nas nossas habitações", acrescentou.

Os militares da operação Barkhane "intervieram efetivamente e recentemente numa habitação privada, fortemente suspeita de pertencer a um traficante, presumivelmente próximo dos 'jihadistas'. Isso não agradou a uma parte da população", indicou à AFP uma fonte estrangeira presente no Mali.

A manifestação de hoje seguiu-se a ações de protesto na sexta-feira e domingo neste bastião dos ex-rebeldes tuaregues, onde o governador designado pela Estado maliano apenas ocupou o cargo no final de agosto, após três anos de ausência do representante do Governo de Bamako.

No protesto de domingo os veículos militares da Barkhane foram atingidos por pedras, enquanto a maior parte do comércio se manteve encerrado durante as concentrações populares.

Os protestos decorreram frente ao campo da Missão das Nações Unidas no Mali (Minusma) de Kidal, também ocupado pelas forças da Barkhane.

Em 2013 a França desencadeou uma intervenção militar no Mali para travar o avanço dos grupos 'jihadistas', próximos da Al-Qaida, que ocupavam o norte do país.

Os 'jihadistas' foram expulsos em grande parte do território pela operação Serval -- atualmente Barkhane, 4.000 homens --, que ainda prossegue em cinco países (Chade, Níger, Mali, Mauritânia, Burkina Faso) da faixa do Sahel e do Saara, uma zona com a superfície da Europa.

No entanto, vastas regiões ainda escapam ao controlo das forças malianas, francesas e da ONU, regularmente atingidas por ataques mortíferos apesar da assinatura em maio-junho de 2015 de um acordo de paz destinado a isolar os 'jihadistas' em definitivo, mas que ainda regista importantes atrasos.

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