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Marcelo espera que legislatura se cumpra com Governo reformista e oposição forte

Logótipo de O Jogo O Jogo 09/10/2017 Administrator

O Presidente da República afirmou hoje que espera que a legislatura se cumpra até ao fim, com um Governo reformista e uma oposição forte, capaz de o substituir, se os portugueses assim decidirem, em 2019.

Em declarações aos jornalistas, no final de uma cerimónia no Museu João de Deus, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa escusou-se a comentar diretamente os resultados das eleições autárquicas e a situação do PSD, após o anúncio da saída de Pedro Passos Coelho.

Contudo, defendeu que é importante, "e agora mais do que nunca, que a legislatura se cumpra, que o Governo seja forte e mude aquilo que tem de mudar, isto é, tenha um espírito reformista, e que a oposição seja forte e se constitua como alternativa de Governo".

O chefe de Estado reforçou esta mensagem, afirmando que deve haver, "de um lado, um poder político forte, e do outro lado uma oposição igualmente forte, em condições de poder substituir, se for essa a vontade dos portugueses, quem está no Governo em 2019".

No que respeita à estabilidade política, Marcelo Rebelo de Sousa considerou: "Não depende, como imaginarão, do Presidente. Depende essencialmente dos partidos políticos".

Relativamente à ação do Governo, apontou como prioridades "que o percurso económico se traduza em crescimento, o financeiro em equilíbrio orçamental e o social em justiça para o maior número de portugueses".

Questionado sobre a situação do PSD, o chefe de Estado respondeu que "o Presidente nunca se intromete na vida partidária" e que "os problemas dos partidos são dos partidos, as questões que têm a resolver são dos partidos, as alegrias que têm são deles, as preocupações são deles".

O Presidente da República não quis, também, comentar a opção do seu antecessor, Aníbal Cavaco Silva, de não votar nas eleições autárquicas e de tornar isso público.

"Já sabem que eu não comento nem presidentes que foram, nem presidentes que hão de ser. Não comento os presidentes que foram, o que fizeram, não comento presidentes que hão de ser e o que vierem a fazer", retorquiu Marcelo Rebelo de Sousa.

Interrogado se o atual contexto de mudança no PSD corresponde ao novo ciclo pós-autárquicas a que se referiu em 2016, o chefe de Estado não quis "comentar nada mais ligado nem com resultados autárquicos - não é função do Presidente, é função os comentadores - nem com a situação política vivida".

Quanto à duração do atual quadro político, reafirmou que "o objetivo é a legislatura cumprir-se até ao fim", defendendo que "é um bom objetivo, deve continuar a ser um objetivo".

"Eu disse-o sempre. É importante para nós, até economicamente e financeiramente, cá dentro e lá fora, e agora mais do que nunca, que a legislatura se cumpra", acrescentou.

"Para Portugal, continua a ser importante haver legislatura que dure até 2019", repetiu.

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