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Mari Alkatiri é o nome mais apontado para chefiar o próximo Governo timorense

Logótipo de O Jogo O Jogo 16/08/2017 Administrator

Mari Alkatiri, atual secretário-geral da Fretilin, é o nome mais consensual para próximo primeiro-ministro de Timor-Leste, entre os dirigentes dos três partidos que devem viabilizar o executivo, disseram hoje à Lusa fontes partidárias.

Vários dirigentes do Partido Libertação Popular (PLP) e do Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan (KHUNTO) manifestaram já a sua preferência pelo atual líder da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), o partido mais votado nas legislativas de 22 de julho.

Primeiro chefe de Governo depois da restauração da independência de Timor-Leste em 2002, Alkatiri continua a ser visto como um dos políticos e gestores mais hábeis do país e, por isso, "com a força" para liderar o período complexo que Timor-Leste tem pela frente, disse à Lusa fonte do PLP.

Importantes reformas em áreas como a administração pública, a justiça e o setor fiscal, bem como os desafios financeiros e económicos que Timor-Leste enfrenta tornam os próximos anos cruciais para o futuro.

"Consideramos Mari Alkatiri um líder muito capaz para ser primeiro-ministro", disse à Lusa fonte do KHUNTO.

A decisão final sobre quem vai liderar o próximo executivo cabe à Fretilin e deverá ser tomada numa reunião do comité central do partido, prevista para a tarde de sábado.

Formalmente, os estatutos do partido preveem que seja o secretário-geral a ocupar o cargo de chefe do Governo, mas Mari Alkatiri tem afirmado que quer ter a liberdade de decidir se aceita ou não o cargo, reconhecendo em público e privado que há pressão dentro do partido para que aceite.

Dentro do partido - segundo vários dirigentes ouvidos pela Lusa - há, na prática, duas opiniões dominantes. De um lado, aqueles que defendem que o primeiro-ministro deve ser Mari Alkatiri, o mais hábil para gerir um Governo de coligação, ou de incidência parlamentar.

Por outro lado, muitos temem que, com Mari Alkatiri nas rédeas do executivo, o líder histórico possa vir a ser um alvo mais personalizado das críticas ao Governo - algo que ocorreu, em parte, no primeiro executivo. Por isso defendem como alternativa a escolha do atual chefe do Governo, Rui Maria de Araújo.

'Emprestado' pela Fretilin ao Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT) para liderar o VI Governo, Rui Araújo é respeitado na Fretilin, ainda que não seja uma figura totalmente consensual e o seu nome está hoje destacado à frente de qualquer lista de alternativas a Alkatiri.

O nome do primeiro-ministro deverá ser comunicado ao chefe de Estado na próxima terça-feira, 23 de agosto, eventualmente numa reunião em que participem os líderes dos três partidos que vão viabilizar o Governo: Fretilin, PLP e KHUNTO.

Depois desse encontro e nos dias seguintes deverá ser completada a lista de membros do Governo, da qual não se excluem, para já, as participações de elementos do PLP e do KHUNTO, podendo vir também a participar 'independentes' ou elementos de fora da 'troika' governativa.

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