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Mariano em exclusivo: "Diferença para o Benfica está apenas nos detalhes"

Logótipo de O Jogo O Jogo 05/06/2017 Hugo Monteiro

© Ricardo Júnior/Global Imagens

Argentino Mariano González ainda fala do FC Porto como o seu clube e lamenta o crescimento do rival da Luz nos últimos anos, mas acredita que a hegemonia voltará para o Dragão.

Mariano González deixou o FC Porto no final de 2010, mas continua atento a tudo o que se passa naquele a que ainda trata como o "seu" clube. Por isso, está "frustrado" com o ciclo sem vitórias e considera que as constantes trocas de treinador não ajudam, porque defende a importância de dar continuidade aos projetos. O argentino está confiante para o futuro porque, garante, a diferença para o Benfica é mínima e pode ser revertida. E diz que o sonho de voltar ao Dragão no papel de treinador se mantém vivo. Até lá, quer continuar a desfrutar do futebol no Huracán.

Tem acompanhado o futebol português? Que análise faz à época que passou?

-Sigo o campeonato sempre que posso, sobretudo os jogos do FC Porto, e noto que o Benfica cresceu muito nos últimos tempos e conseguiu atingir uma hegemonia que nos outros tempos era nossa. Vê-se que estão a fazer as coisas muito bem, que formaram um grupo de futebolistas e uma base que tem sido ganhadora. De tal forma que, nesta altura, o FC Porto e o Sporting têm pela frente o desafio de quebrar o domínio de um clube.

Encontra alguma justificação para o facto de o FC Porto ter perdido essa hegemonia?

-Creio que são diversas as razões. Na altura em que estava lá, formámos um grupo de pessoas e de futebolistas ganhadores e, por vezes, as coisas saem e noutras não. O Benfica tem jogadores de grande nível, o FC Porto e Sporting também, e conta com o extra de se terem habituado a serem campeões, algo que ajuda muito no momento do sprint final.

Faltam argentinos?

-Não, não creio que a questão passe pela nacionalidade de um jogador. Por sorte, naqueles tempos, formámos plantéis que conseguiram muitos títulos, juntamente com o Lucho, o Falcao, o Cebolla Rodríguez, o Farías, o Lisandro e outros. Foram eles que abriram as portas aos que vestiram aquela camisola nos anos seguintes. Deixaram uma boa imagem e isso talvez tenha levado a que olhem mais para os sul-americanos. E sabem que nós deixamos sempre tudo em campo e, por isso, procuram-nos. Os argentinos vão voltar.

A verdade é que essa geração ganhou muitos títulos e, depois que saiu, o FC Porto caiu...

-Não, não. Obviamente, havia um grande trabalho diário, reforços que chegavam temporada após temporada e que acrescentavam coisas ao plantel, havia uma exigente concorrência interna, líderes e uma combinação que leva uma equipa a ser campeã. A realidade é que o FC Porto agora luta pelos títulos, não fica em quarto ou quinto, joga a Liga dos Campeões todos os anos... A diferença para o Benfica está em detalhes mínimos.

Como viu a saída de Nuno Espírito Santo?

-Parece-me ser importante dar continuidade aos projetos. O FC Porto terminou seis pontos atrás do campeão, mas creio que a troca constante de treinador pode ser contraproducente.

Como acha que se estão a sentir os adeptos do FC Porto após quatro anos sem títulos?

-Devem estar mal e frustrados, assim como os jogadores e todos os que amamos aquele clube. O importante é que se deixe tudo dentro do campo para tentar voltar às vitórias.

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