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Maxi Pereira: "Jogador à Porto? Sinto-me orgulhoso!"

Logótipo de O Jogo O Jogo 27/04/2017 Rui Trombinhas

Quando chegou ao Dragão, Pinto da Costa explicou-lhe o que era um jogador "à Porto" e o uruguaio rapidamente se sentiu à-vontade com uma associação que já se adivinhava

Cristian Rodríguez e Fucile bem lhe disseram que um dia ainda havia de jogar de azul e branco. Ao contrário daquilo que se tem dito, o uruguaio garante que não veio parar ao Dragão por dinheiro, porque até tinha melhores propostas financeiras de outros clubes.

Espírito à Porto: Quando cheguei fui muito bem recebido e o presidente explicou-me, na altura, o que era um jogador "à Porto". Tratei de dar o máximo dentro de campo, é o mínimo que podia fazer pela equipa. Hoje sinto-me orgulhoso quando falam de mim e fazem essa associação.

Recorda chegada a Portugal: Quando cheguei a Portugal vinha com o Cristian. Quem treinava o Benfica era o Fernando Santos. Pelos vistos tinha sido ele a dar o ok para nos contratarem, mas uma semana depois despediram-no. Chegou o Camacho e voltaram a perguntar se contava, ou não connosco. Ele disse que sim e por cá ficamos. Nessa altura o Cristian foi muito importante, já tinha estado na Europa, em Paris. Foi uma pessoa muito importante, mesmo. Havia muitos uruguaios em Portugal, como o Fucile, depois veio Palito e outros.

A "música" de Fucile: Fucile foi campeão nesse ano era complicado de aturar, pela brincadeira, mas fiquei contente por ele, mas tinha de levar com ele e aguentar, o que não era fácil. Mas sempre me cruzei com o Fucile por cá e na seleção, vários anos. Mas apesar de sermos companheiros na seleção e de sermos muito amigos, nos jogos não havia nada, se tivéssemos de meter o pé metíamos. Dentro do relvado não há amizades.

. © Fornecido por O jogo .

Contra Cristian no FC Porto: Mais tarde, o Cristiano deixou o Benfica e assinou pelo FC Porto, também foi campeão. Tinha de levar com ele e com o Fucile, mas o Fucile era sempre mais difícil de aturar. O Cristian brincava e dizia que se queria ser campeão tinha de me mudar para FC Porto. No final da temporada e ia à seleção tinha de os aturar. Depois de deixar o Benfica também defrontei outro grande amigo meu que era o Gaitán e era igual.

Prenúncio de mudança para o Dragão: Falavam muito do FC Porto na seleção, o Fucile, o Cristian e o Palito e falavam do clube com um carinho muito grande. Sentiam coisas diferentes daquelas que eu sentia na altura. Mas o Cristian dizia sempre o mesmo, que ia acabar no FC Porto. Não imaginava sequer. Mas atravesso um momento muito bom no clube, a minha família está muito satisfeita e sinto que a única coisa que me falta é ser campeão e esse é o desejo que tenho.

Como sente os adeptos do FC Porto: No FC Porto sinto mais a paixão dos adeptos que temos na América do Sul. Sinto que vivem tudo da mesma forma. Quando perdemos sentimos a mesma desilusão dos adeptos na rua, porque eles querem ganhar tanto como os jogadores. Mas eles estão habituados a ser campeões, empatar ou perder não gostam, não é a mesma coisa ser segundo, querem ganhar e ser campeões. É uma pressão boa que o jogador tem de sentir e de fazer sentir. Mas pelo lado positivo do apoio e não pelo negativo, nem pensar que porque empatamos um jogo está tudo perdido, ou que por vencermos vamos ser campeões. Temos de estar no limite da pressão justa para nos sentirmos seguros e apoiados. Mas temos sentido o apoio o ano todo e que confiam em nós.

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