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Membro do Partido Democrata de Hong Kong acusado de enganar a polícia

Logótipo de O Jogo O Jogo 18/08/2017 Administrator

Um membro do Partido Democrata de Hong Kong foi acusado de enganar a polícia, depois de na semana passada ter denunciado um alegado ataque de agentes da China.

Na quinta-feira, Howard Lam foi acusado em tribunal de enganar a polícia de forma continuada por prestar falsas informações, de acordo com a imprensa de Hong Kong. Na sequência da acusação, Lam foi colocado em liberdade sob fiança, estando impedido de sair da antiga colónia britânica.

O homem, de 42 anos, foi detido para interrogatório durante a madrugada de terça-feira e chegou a receber tratamento hospitalar por indisposição.

Na passada sexta-feira, Howard Lam deu uma conferência de imprensa, na qual surgiu apoiado por líderes históricos do Partido Democrata, afirmando ter sido sequestrado um dia antes, em plena luz do dia, numa rua do bairro de Mong Kok, na ilha de Kowloon, em Hong Kong.

Howard Lam disse então aos jornalistas que foi metido à força numa carrinha por alegados agentes do interior da China e que foi alvo de tortura antes de ser abandonado numa praia de Sai Kung, em Hong Kong.

Dezenas de polícias realizaram buscas na zona, depois de imagens das câmaras de videovigilância alegadamente mostrarem Lam a andar na rua com um boné e a cara tapada com uma máscara e, mais tarde, a abandonar a zona num autocarro público, contrariando a versão de sequestro.

Outras imagens mostraram Lam a andar pelo próprio pé na praia, onde disse ter sido abandonado pelos alegados raptores.

O diário de Hong Kong South China Morning Post escreveu que a polícia estava a investigar o estado mental do membro do Partido Democrata, uma vez que sofreu de depressão e terá tentado o suicídio no passado. Os investigadores suspeitam que Lam se terá autoflagelado em vez de ter sido torturado.

As pernas de Howard Lam foram cravadas com agrafos em forma de cruz, não apresentando arranhões ou outras contusões, o que leva a polícia a duvidar da versão dos acontecimentos dada por Lam.

Segundo o democrata, homens do interior da China quiseram puni-lo para evitar que enviasse uma fotografia assinada pela estrela de futebol Lionel Messi à viúva do dissidente chinês Liu Xiaobo, e que lhe cravaram agrafos por ele ser cristão.

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