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Menos camas no novo hospital de Lisboa prendem-se com "sinergias clínicas" -- Sec. Estado

Logótipo de O Jogo O Jogo 01/08/2017 Administrator

O secretário de Estado da Saúde defendeu hoje que o novo Hospital Lisboa Oriental irá ter menos camas do que as existentes atualmente nas unidades da zona central da cidade porque existem "sinergias de ordem clínica" que o justificam.

"Sabemos que este novo hospital vai ter menos camas do que o conjunto de hospitais que serão substituídos. Estamos a falar 'a priori' em 875 camas versus 1.340, mas há razões que justificam esta decisão", começou por dizer Manuel Delgado na apresentação pública da nova unidade, que decorreu nos claustros do Santa Marta.

Essas razões, continuou, prendem-se com "as sinergias de ordem clínica que um estabelecimento hospitalar pode permitir estudar", nomeadamente "os tempos de deslocação de doentes" para fazer exames ou procedimentos nos vários hospitais do Centro Hospitalar Lisboa Central (CHLC).

"Sei muito bem como é que as coisas acontecem e as consequências que tudo isto provoca nos atrasos para diagnóstico, nos atrasos para tratamento, nos atrasos consequentes para dar altas", precisou Manuel Delgado.

O secretário de Estado falava na apresentação pública da nova unidade, que deverá entrar em funcionamento em 2023 e irá ocupar "cerca de 130 mil metros quadrados" na zona de Chelas.

O novo Hospital Lisboa Oriental irá ter uma "maior concentração de meios complementares de diagnóstico, que permite também maior celeridade, mais atividade ambulatória".

"Vai ser possível nesta zona de Lisboa criar alternativas de reposta e nem todas as alternativas de resposta em saúde passam pelas camas", advogou Manuel Delgado, elencando que a tendência nos países desenvolvidos "é para diminuir o número de camas".

Assim, "tudo o que seja serviços de proximidade, serviços complementares do ponto de vista da estadia dos doentes em matéria de ambulatório, e não com internamento, são respostas que nós estamos a pensar desenvolver", acrescentou.

Falando em números, o governante referiu que atualmente a "duração média de internamento por doente são 8,4 dias", projetando-se uma redução para "6,4 dias".

Este novo hospital irá substituir um complexo hospitalar "histórico e prestigiado", que "trata cerca de 40 mil doentes por ano, faz mais de 650 mil consultas externas por ano, recebe mais de 160 mil doentes em observação de urgência, faz mais de 30 mil cirurgias por ano e mais de 2.700 partos".

O secretário de Estado estimou também um investimento de "cerca de 100 milhões em equipamento", valor que admitiu poder vir a ser mais elevado.

O novo hospital irá contar também com material já existente nos hospitais da zona central da cidade.

"Temos de fazer um estudo muito apurado dos equipamentos que temos aqui neste conjunto de hospitais, ver os que podem ser transferidos para lá, e em função disso e dos investimentos tecnológicos inovadores que são necessários, fazemos esse plano", referiu o secretário de Estado.

Questionado sobre as declarações da presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central, que admitiu que os equipamentos estão "na sua capacidade limite ou no final da sua vida útil", Manuel Delgado observou que será necessário adquirir mais equipamentos enquanto o novo hospital não entrar em funcionamento.

"Nós estamos a falar de um hospital que está a funcionar. Eu não acredito, e nenhum português acreditará, que o hospital trabalha com equipamentos, eu diria, sem capacidade de fiabilidade, e depois estamos a falar num período de tempo de seis anos", precisou.

Por isso, continuou, alguns dos equipamentos, "comprados para um horizonte temporal de seis anos, com certeza que muitos deles poderão ser transferidos para as novas instalações".

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