Ao utilizar este serviço e o conteúdo relacionado, concorda com a utilização de cookies para análise, anúncios e conteúdos personalizados.
Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Mexidas nas alas têm custos para o Benfica

Logótipo de O Jogo O Jogo 03/04/2017 Hugo Monteiro

Nesta época, na Liga, Rui Vitória já testou nove duplas diferentes de extremos, provocando uma produção menos consistente do que em 2015/16.

No clássico disputado no sábado frente ao FC Porto, Rui Vitória apostou em Salvio e Rafa como farpas ofensivas para tentar flanquear o bloco defensivo dos dragões, naquela que foi a nona combinação de extremos desta época no Benfica. A fórmula já havia sido aplicada pelo técnico, com bons resultados, no triunfo caseiro frente ao Sporting (2-1) e foi agora repetida, embora com menor sucesso, pelo menos olhando para o resultado.

A rotatividade nas alas ofensivas tem sido, de resto, prática comum de Rui Vitória nas 27 jornadas disputadas neste campeonato e é maior do que a vista em 2015/16. Aí, e em período homólogo, o treinador dos encarnados apenas ensaiara sete diferentes combinações de extremos, sendo ainda que três delas não se repetiram mais do que duas vezes.

© Pedro Rocha / Global Imagens

Na altura, a dupla de extremos mais usada foi Gaitán/Pizzi (oito vezes titulares em simultâneo na I Liga). Sem o argentino, que rumou ao Atlético de Madrid, tem sido Salvio o elemento mais presente, tendo tido como parceiros preferenciais nas extremas Cervi (sete vezes) e Zivkovic (cinco), numa dança onde Pizzi, Rafa e Carrillo também já entraram. Esta época, as águias têm 57 golos quando, em 2015/16 pela mesma altura, já levavam 71, ou seja, menos 14. Em pontos, as águias somam também menos dois do que há um ano.

Para o ex-técnico e comentador, Manuel José, a falta de estabilidade nos alas não tem sido benéfica. "Gaitán era um extremo de maior consistência. O Benfica tem tido um jogo exterior de produção bastante baixa e o excesso de rotatividade nas alas prejudica a confiança e a criação de rotinas", analisa em declarações a O JOGO.

O ex-treinador entende, ainda, que "esta instabilidade tem gerado menor rendimento dos alas e é um dos pontos fracos do Benfica atual", com custos refletidos na criação ofensiva da equipa, que serve em piores condições a dupla de avançados. A presença mais regular de Rafa no onze, em detrimento de Salvio, é vista como essencial para os encarnados serem mais acutilantes. "Rafa é o maior desequilibrador do plantel, dá verticalidade ao jogo e, às vezes, nem nos 18 entra. Já Salvio, joga sempre, mas acaba por ser o primeiro a sair na maioria dos jogos...", frisa Manuel José.

Carrillo precisa de receber "mais responsabilidade"

Entre os vários extremos que Rui Vitória tem ao dispor nesta temporada, há um que está no fundo da lista dos mais utilizados: Carrillo. O internacional peruano saltou de Alvalade para a Luz, após um processo conturbado e, na opinião de Manuel José, os encarnados ainda não estão a tirar dele o máximo rendimento. "Carrillo precisa de ganhar confiança e que lhe coloquem em cima mais responsabilidade, como fez Jorge Jesus com ele no Sporting. Foi aí que teve um rendimento mais elevado, mostrando a sua qualidade mas, no Benfica, ainda não lhe deram a confiança necessária", entende o técnico. O peruano apenas soma 460 minutos no campeonato nacional contra, por exemplo, os 1607" de Salvio e os 1042" de Cervi.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon