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Migrações: OSCE debate necessidade de financiamento para apoiar países de origem

Logótipo de O Jogo O Jogo 25/10/2017 Administrator

A mobilização de financiamento das instituições multilaterais para apoiar o desenvolvimento dos países de origem de migrantes e os benefícios económicos das migrações foram temas debatidos numa conferência pelos países da OSCE, disse a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros.

Portugal foi um dos participantes na conferência ministerial da Parceira para o Mediterrâneo da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), que terminou hoje em Palermo, Itália, dedicada aos "Grandes Movimentos de Refugiados e Migrantes no Mediterrâneo: Desafios e Oportunidades".

Durante o encontro de dois dias, os representantes de 57 países e de organizações internacionais "revisitaram este tema, muito complexo, que não pode ser respondido de forma simples, mas que suscita reações muito emocionais e que deixam de lado a racionalidade que é necessário para encontrar as boas relações", descreveu à Lusa a secretária de Estado, Teresa Ribeiro.

Os países enfatizaram "as grandes linhas" para garantir "políticas bem-sucedidas" nesta área, desde logo a necessidade de "uma responsabilidade partilhada dos países, designadamente da União Europeia, na resolução" deste problema, inclusivamente daqueles Estados que não são tão afetados pelas vagas migratórias, referiu.

Por outro lado, "temos de mobilizar financiamento das instituições financeiras multilaterais" para promover o desenvolvimento dos países de origem dos migrantes, "para que eles fiquem nos seus países", com particular atenção para os jovens.

A OSCE deve também "trabalhar melhor as políticas de integração" e "salientar o potencial económico e social que as migrações trazem para os países que os acolhem".

Além disso, os membros da OSCE refletiram sobre a "forma muito explosiva como os media tratam as notícias dos refugiados" e a forma como podem "mitigar esta manipulação, a que muitas vezes se assiste, respeitando a liberdade de imprensa".

Portugal, salientou, recebeu "vários elogios" pelo seu "comportamento exemplar" quanto à crise migratória, nomeadamente pelas "políticas ativas de integração, apoio ao empreendedorismo dos migrantes e combate à xenofobia e ao aproveitamento tóxico destas matérias".

O país já recebeu, ao abrigo do programa de recolocação, cerca de 1.600 refugiados, sendo o sexto país da União Europeia que mais pessoas acolheu.

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