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Migrações: Tusk denuncia hipocrisia de certos países do G20

Logótipo de O Jogo O Jogo 07/07/2017 Administrator

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, criticou hoje a hipocrisia e o cinismo de certos países do G20 na luta contra o tráfico de migrantes, mas sem os nomear.

"Precisamos de mais esforços ao nível internacional para destruir o modelo económico do tráfico de migrantes", declarou numa conferência de imprensa durante a cimeira das principais economias e potências emergentes do mundo, em Hamburgo, evocando nomeadamente a rota migratória que passa pela Líbia e coloca sob pressão Itália e toda a Europa.

Tusk disse ser por isso que vai "propor a todos os líderes do G20 para trabalharem por sanções das Nações Unidas dirigidas aos traficantes", mencionando a apreensão de ativos e a proibição de circulação.

"É o mínimo que podemos fazer a nível mundial, mas infelizmente devo dizer que atualmente não contamos com adesão, mesmo para este mínimo. Se não o conseguirmos, será a triste prova da hipocrisia de alguns membros do G20", adiantou, sem indicar os países a que se referia.

Segundo uma fonte próxima das negociações, "a ideia (de sanções) foi discutida entre os negociadores e foi bem acolhida, mas contou com a oposição da Rússia e da China".

"Devemos tentar convencer os nossos parceiros para serem mais ativos, mais positivos, menos cínicos e mais determinados na altura de colaborarem no nosso combate comum contra os traficantes e todos os tráficos na Líbia", declarou Tusk.

O presidente do Conselho Europeu notou que "o tráfico de migrantes é uma atividade organização que gerou o ano passado 1,6 mil milhões de dólares de receita apenas na Líbia. Os seus lucros permitem aos traficantes controlarem uma parte do país. Eles também colaboram com os terroristas e contribuem para minar o processo de estabilização do país".

"Mas além de tudo há a perda de vidas humanas inocentes. Até agora mais de 2.000 pessoas morreram no mar e o número dos que morrem no deserto é ainda mais elevado", adiantou.

Tusk precisou que o objetivo da Europa não é abrir a porta à imigração clandestina, mas "travar a vaga na origem, ou seja, no norte de África".

"É a nossa principal tarefa", disse.

Mais de 100.000 migrantes chegaram desde janeiro à Europa atravessando o Mediterrâneo e 2.247 morreram ou desapareceram no mesmo percurso, anunciou na terça-feira a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Daquele total, mais de 85.000 deslocaram-se para a Itália e perto de 9.300 para a Grécia, enquanto quase 6.500 chegaram a Espanha.

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