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Miguel Morgado (PSD) acusa PS de ver o poder como "um exercício hegemónico"

Logótipo de O Jogo O Jogo 30/08/2017 Administrator

O vice-presidente da bancada do PSD Miguel Morgado defendeu hoje que o PS tem uma visão de poder como "um exercício hegemónico", apoiado numa "torrente imparável de propaganda".

"O PS procura ocupar todas as posições de poder não só no espaço das suas nomeações políticas -- está no seu direito -, mas também em todas as posições de poder no Estado e na sociedade portuguesa. A vocação do PS no poder é sempre para o exercício hegemónico do poder e, depois, fazer apelo a uma torrente aparentemente imparável de propaganda", afirmou, num jantar-conferência na Universidade de Verão do PSD, que decorre até domingo em Castelo de Vide (Portalegre).

Miguel Morgado defendeu que o PSD deve ter "orgulho" de não ter optado por esse modo de governação no passado e "fazer os possíveis e impossíveis para não o imitar" quando voltar ao governo.

O deputado falou sobre o que é ser social-democrata hoje em Portugal e considerou que "existe um esforço de condicionamento do PSD", com acusações de que o partido se radicalizou, quer numa deriva conservadora, sob a anterior liderança de Manuela Ferreira Leite, quer numa deriva liberal, sob a presidência de Pedro Passos Coelho.

"Esqueçam isso tudo, isso não é senão uma tentativa mais ou menos grosseira de nos condicionar", afirmou o antigo assessor político de Passos Coelho, quando exerceu as funções de primeiro-ministro entre 2011 e 2015.

O também professor universitário salientou que o PSD foi construído para "ser uma alternativa permanente ao projeto das esquerdas, tanto à esquerda totalitária, como à esquerda socialista democrática".

"É aí que percebemos por que nos querem condicionar: querem que o PSD se torne uma espécie de satélite do PS, querem inibir a nossa capacidade de nos definirmos no plano dos nossos princípios", afirmou, defendendo que "ser social-democrata hoje em Portugal requer uma qualidade importante, a qualidade da coragem cívica".

Na fase das perguntas, Miguel Morgado foi questionado sobre as declarações proferidas hoje de manhã, também na Universidade de Verão do PSD, pelo ex-Presidente da República Cavaco Silva, que pediu aos jovens "força e coragem para enfrentar o regresso da censura".

No entanto, o deputado e vice-presidente da bancada do PSD não respondeu diretamente e preferiu referir-se a uma excessiva importância atribuída à comunicação na tomada de decisões políticas.

"Há uma tentativa de condicionamento da nossa liberdade intelectual, a 'geringonça' faz o possível para o transmitir, mas isso é uma treta, devemos tratá-la assim e mantermo-nos fiéis aos nossos princípios", reiterou.

Criticando os que, fora do partido, aludem à figura de Francisco Sá Carneiro para dizer que o PSD se radicalizou, Miguel Morgado lembrou que o fundador do partido foi "um homem de ruturas".

"Nasci em Setúbal e lembro-me do que aconteceu quando Sá careiro morreu, na minha terra houve fogo de artificio", lamentou.

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