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Mijatovic: o herói da final de 1998 que é fã de Cristiano Ronaldo

Logótipo de O Jogo O Jogo 02/06/2017 Ana Proença

Foi o herói da final de 1998, que o Real Madrid venceu (1-0) diante da Juventus, quebrando um jejum de 32 anos, e considera que o CR7 só será devidamente valorizado quando já não estiver no clube. Entrevista de Mijatovic a O JOGO

Predrag Mijatovic - nascido há 48 anos em Titogrado, na ex-Jugoslávia, hoje Podgorica, capital de Montenegro - foi entrevistado por O JOGO um dia depois de ter assistido à final da Liga Europa, em Estocolmo, que o Man. United venceu. O antigo jogador merengue, que deu o título europeu ao Real Madrid em 1998, diante da Juventus, confia que amanhã, em Cardiff, o vencedor da final será o mesmo. Da estrela maior da equipa, sublinha que um dia os adeptos vão ter "grandes saudades de Cristiano Ronaldo", porque, diz "ainda não estão conscientes de tudo o que ele tem feito".

Qual é a sua opinião sobre Cristiano Ronaldo, que bate recordes atrás de recordes no Real Madrid?

-O que dizer de Cristiano? Penso que nós, madridistas, e todo o mundo futebolístico, mas sobretudo os adeptos do Real, vamos sentir muito a sua falta quando um dia já não estiver no clube. Vamos sentir grandes saudades dele. Muitos ainda não estarão conscientes de tudo aquilo que Cristiano já fez e continua a fazer no Real Madrid, tanto a nível individual como coletivo. Espero que dure muitos anos mais, mas um dia, quando já não estiver aqui, será ainda mais valorizado.

São incompreensíveis os assobios que por vezes se ouvem no Santiago Bernabéu, não lhe parece?

-Não vale a pena dar demasiada importância a isso. Serão poucos os que acham justo assobiá-lo, mas há sempre quem o faça. Eu insisto: vão sentir imenso a sua falta um dia. Mesmo aqueles que agora, por vezes, o assobiam.

Há 19 anos apontou o golo que permitiu ao Real vencer a Juventus na final da Champions, em Amesterdão, acabando com um jejum de títulos europeus que durava desde 1966. O que espera da final deste ano?

-Vai ser um jogo muito interessante, que certamente vai ser um bom entretenimento para todos, dada a enorme qualidade que ambas as equipas possuem. Eu, obviamente, estarei a torcer por um triunfo do Real Madrid. Acredito que pode ganhar esta final; penso que parte com uma pequena vantagem, tem um plantel muito completo. Nestas partidas, é muito importante ter um grupo de grandes futebolistas e um grupo com "miúdos" que ainda têm muita ambição e fome. E o Real Madrid tem ainda um ponto a seu favor, que é: sempre que chega às finais, ganha [triunfou nas últimas sete finais europeias que disputou, cinco da Liga dos Campeões]. Por isso dou-lhes uma pequena vantagem, embora seja necessário ter um enorme respeito pela Juventus, que possui uma excelente equipa também.

Em 1998, o Real jogava para quebrar um jejum frente a um adversário que tinha sido campeão europeu dois anos antes e que estava na final pelo terceiro consecutivo. Agora é o campeão europeu e foi também vencedor em 2014. É muito diferente disputar um jogo destes sendo o favorito?

-Penso que esta geração já está habituada a jogar finais e partindo como favorita, por isso não acredito que vá sentir demasiada pressão. Será igual ao que acontece sempre. O ano passado também eram favoritos contra o Atlético de Madrid. Nós, de facto, não éramos favoritos - pelo que a Juventus havia conseguido nos anos anteriores, tinha uma maior experiência -, jogámos com muita pressão, mas uma final é uma partida tão especial e com tantas coisas para te motivar que esqueces tudo o resto. Partir como favorito não significa que se vai ganhar, por isso não digo que o Real Madrid é favorito frente à Juventus, mas insisto que tem uma pequena vantagem.

© Fornecido por O jogo

"Gostaria que Pepe continuasse no Real Madrid"

Pepe está, tudo indica, de partida do Real Madrid. Mijatovic destaca o que o central fez no clube. "Pessoalmente gostaria que continuasse. Mas ele e o Real é que têm de decidir o que é melhor para ambos. Como não estou por dentro do que se passa, não gosto de opinar sobre essas decisões, se o clube podia ou não ter feito mais para o segurar. Estando de fora, há coisas que não sabemos e que têm influência na tomada de decisões. As coisas não são a preto e branco. De Pepe, digo que é um grande jogador e que foi importante no Real Madrid, conseguindo alcançar grandes coisas."

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