Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Milhares de manifestantes em Hong Kong "contra autoritarismo" de Pequim

Logótipo de O Jogo O Jogo 01/10/2017 Administrator

Milhares de pessoas manifestaram-se hoje em Hong Kong, durante o 68.º aniversário da implantação da República Popular da China, para denunciar a ingerência de Pequim e a erosão das liberdades na antiga colónia britânica.

Sob a chuva, esta manifestação, denominada "Concentração contra o autoritarismo", decorreu algumas semanas depois da detenção de três jovens líderes do movimento "dos guarda-chuvas", a vasta mobilização pró-democracia do outono de 2014.

"O autoritarismo já é uma realidade em Hong Kong", lamentou perante os manifestantes Benny Tai, cofundador do movimento "Occupy Central", que contribuiu para dinamizar a multidão em 2014.

"Esta manifestação de hoje serve para mostrar à população de Hong Kong a real natureza do governo", acrescentou este professor de Direito.

Os principais alvos dos manifestantes foram a chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, o secretário para a Justiça, Rimsky Yuen, ou ainda o Presidente chinês, Xi Jinping, cujas imagens exibiam as palavras: "Palhaço autoritário".

Alguns manifestantes exibiam bandeiras semelhantes às chinesas, com cinco estrelas amarelas em fundo negro e não vermelho.

Com o movimento dos "guarda-chuvas", em 2014, Hong Kong conheceu a mais grave crise política desde a transferência da soberania em 1997, após 155 anos de presença britânica.

Durante 11 semanas, os manifestantes bloquearam zonas de escritórios e comerciais no centro de Hong Kong, em protesto contra um projeto de reforma eleitoral avançado por Pequim e para exigir a instauração de um verdadeiro sufrágio universal.

Apesar do eco internacional suscitado pelo movimento, a China não cedeu.

Desde então, vários residentes acreditam existir um reforço da presença de Pequim sobre a Região Administrativa Especial chinesa, que goza, tal como Macau, de uma autonomia desconhecida no resto da China.

Em agosto, Joshua Wong, Nathan Law e Alex Chow, três jovens líderes do movimento dos "guarda-chuvas", foram condenados a penas de prisão pelo papel na revolta, num novo golpe contra os defensores de reformas políticas.

No tradicional discurso por ocasião do dia nacional da China, o primeiro desde que assumiu a chefia do Executivo em julho, Carrie Lam apelou à unidade.

É preciso "agarrar as oportunidades" e "manter a união", afirmou Lam, considerando "ter a certeza de que Hong Kong pode superar desafios ainda maiores".

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon