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Milhares de pessoas nas ruas na Bolívia contra eventual reeleição do Presidente

Logótipo de O Jogo O Jogo 11/10/2017 Administrator

Milhares mobilizaram-se na terça-feira na Bolívia contra o que consideram uma tentativa de reeleição por tempo indeterminado do Presidente, e pediram respeito pelo referendo que 'chumbou' uma reforma que permitiria a Evo Morales disputar novo mandato.

As maiores concentrações foram registadas na capital, La Paz, e em Santa Cruz, no leste do país, mas houve manifestações em pontos tão distintos como Cochabamba (centro), Sucre (sudeste), Potosí e Oruro (ambas no oeste).

Os protestos coincidiram com a celebração dos 35 anos da democracia na Bolívia, um processo que começou em 10 de outubro de 1982 com o Presidente Hernán Siles Zuazo, após um longo período de ditaduras que se estendeu por 18 anos.

O antigo Presidente boliviano Carlos Mesa (2003-2005) participou na iniciativa em La Paz na qualidade de "cidadão comum", afirmando que o fez para lembrar a Morales e ao Tribunal Constitucional "que não se pode contornar a soberania do povo", porque já se rejeitou, no referendo de fevereiro de 2016, a alteração à Constituição para impedir a reeleição do atual chefe de Estado.

Mesa sublinhou que "não é possível" que os magistrados do Constitucional, que analisam um recurso sobre a reeleição, ignorem a consulta popular de fevereiro de 2016, o referendo que aprovou a Constituição de 2009 e a Assembleia Constituinte de 2006.

Num país em que o voto é obrigatório, 6,5 milhões de bolivianos, mais 300.000 no estrangeiro, foram chamados em fevereiro do ano passado às urnas para autorizar o Presidente a disputar em 2020 um quarto mandato, o que lhe permitiria ficar no poder até 2025. O 'não' venceu com 51,31% contra 48,69% do 'sim'.

Morales continua, porém, a procurar um quarto mandato para o período 2020-2025, pelo que o seu partido pediu ao Tribunal Constitucional que declare inaplicáveis vários artigos da Constituição e anule outros da Lei Eleitoral que impedem a nova candidatura do chefe de Estado.

Foi pedido ao tribunal para se pronunciar sobre os direitos humanos e políticos de Evo Morales para ser reeleito e o direito do povo de voltar a votar nele, à margem do que dita a Carta Magna que permite apenas dois mandatos consecutivos.

Morales governa a Bolívia desde 2006, iniciou um segundo período em 2010 e um terceiro em 2015, mas considerou que ainda deve avançar com o seu plano de reformas políticas e sociais pelo que está determinado em voltar a concorrer à presidência em 2019.

Evo Morales pôde apresentar-se às eleições de 2014 e ganhou um terceiro mandato até 2020 com o aval do Tribunal Constitucional, sob o argumento de que a Bolívia foi refundada em 2009 com a nova Constituição.

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