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Mina de Neves-Corvo com lavarias paradas e "serviços mínimos" no 2.º dia de greve

Logótipo de O Jogo O Jogo 04/10/2017 Administrator

A mina de Neves-Corvo, no concelho de Castro Verde (Beja), continuava hoje de manhã com lavarias paradas e em "serviços mínimos", no segundo de cinco dias de greve dos trabalhadores, que mantém "forte adesão", segundo o sindicato.

"Não vamos entrar em guerra de números com a administração da empresa" concessionária da mina, a Somincor, disse à agência Lusa Luís Cavaco, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira (STIM), referindo apenas que continua a registar-se uma "forte adesão" à greve.

Na mina, segundo o sindicalista, "não há uma laboração que se diga normal, nem pouco mais ou menos", porque as duas lavarias de minério e o poço de extração estão "parados" e no fundo da mina só estão a decorrer "serviços mínimos".

"As pessoas que estão a trabalhar são as dos serviços mínimos e cerca de 10 contratados", os quais "queriam ficar no piquete" de greve, mas o sindicato "faz questão que não fiquem, porque, como são contratados, podem sofrer represálias", disse Luís Cavaco.

À porta da Somincor continua concentrado o piquete de greve, o qual hoje de manhã era composto por trabalhadores do primeiro turno, que começou às 06:00.

Os trabalhadores da Somincor, que pertence ao grupo sueco-canadiano Lundin Mining, começaram na terça-feira uma greve de cinco dias pelo fim do regime de laboração contínua no fundo da mina.

A greve, segundo o STIM, serve também para os trabalhadores reivindicarem a "humanização" dos horários de trabalho, a antecipação da idade da reforma dos funcionários das lavarias, a progressão nas carreiras e a revogação das alterações unilaterais na política de prémios e o "fim da pressão e da repressão sobre os trabalhadores".

Na terça-feira, num comunicado enviado à Lusa, a administração da Somincor disse que a adesão dos trabalhadores à greve no primeiro dia rondou "os 17%" e que estão a acompanhar "de perto" a paralisação.

A greve, que decorre até sábado, foi decidida, em setembro, num plenário geral de trabalhadores, no qual foram agendados mais cinco dias de paralisação em novembro e dezembro, em datas ainda a definir, caso as repostas da administração da Somincor "continuem a não ser favoráveis", segundo o STIM.

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