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Minho agita futebol jovem

Sportinveste 18/06/2014 Fonte: Sportinveste Multimédia
Ricardo Batista sucede a Kieszek © Sportinveste Multimédia Ricardo Batista sucede a Kieszek

Pela primeira vez na história do futebol português, duas equipas minhotas conquistaram na mesma época os dois principais campeonatos: o Braga arrecadou o de juniores A, o V. Guimarães o de juniores B. Irmãos no ódio de estimação, os dois podem estar a dar uma lição à concorrência mais poderosa e que tem levado os troféus, FC Porto, Benfica e Sporting. Porque o que aconteceu agora, diz quem sabe e por lá andou, não é obra do acaso. O Minho vê a formação com bons olhos e aposta forte. É o caminho ideal.

Fazer uma consulta à lista de vencedores dos campeonatos nacionais das idades de formação é marcar encontro constante com FC Porto, Benfica e Sporting. Têm sido eles, ao longo dos anos, os papa-títulos e deles saíram alguns excelentes jogadores e gerações de ouro, como a que conquistou os mundiais de Riade e de Lisboa. Há explicações para esta hegemonia que vem do século passado (em 1938, houve pela primeira vez um campeonato nacional de juniores e foi conquistado pelo Sporting): os grandes clubes são sempre mais apetitosos, para os miúdos e... para os pais. As exceções, ao longo dos anos, são mesmo isso: exceções e, neste prato dos títulos, qualquer uma das equipas minhotas já meteu a mão (V. Guimarães tem agora um título em cada escalão onde se consagra o campeão, Braga tem dois de juniores A e um de juniores B. Mas o que foi uma exceção no passado pode agora ser uma realidade diferente...

Qual é a ambição de um pai que tem um filho com qualidades para o futebol? Vê-lo jogar num grande clube; são os pais que começam por alimentar os sonhos... e as discussões, foram os pais, por vezes mal aconselhados, a encaminhar os filhos para os emblemas que tradicionalmente têm melhores resultados nos seniores. "Essa é a ambição e a tendência, infelizmente. Mudar a mentalidade é algo que dá trabalho, que exige paciência, muita paciência por parte dos técnicos. Acredito que as coisas estejam a mudar. O que agora aconteceu com o Braga e o V. Guimarães não é obra do acaso. Acredito que algo está a mudar"... Quem fala assim é Dito, ex-internacional português, que treinou os juniores do Braga entre 2008 e 2010, ele próprio um bom exemplo de que, às vezes, é melhor ficar perto de casa (ver texto nesta página).

Dito - atualmente no desemprego como treinador - conhece bem a realidade do futebol jovem do Minho. "Estas duas conquistas não são fruto do acaso, como lhe disse. Quando estive em Braga à frente dos juniores, procurámos abrir um novo caminho, mentalizando os pais que nem sempre é bom para um jovem dar cedo o salto para um grande clube, até porque, no caso, o Braga e o V. Guimarães já são grandes. Os pais demoram a aceitar esta ideia. Têm pressa de ver os filhos no Sporting, no FC Porto ou no Benfica, e isso é um erro. O Luís Martins era o coordenador do futebol de formação e apostámos imenso nessa ideia. Quem veio a seguir aproveitou-a, e muito bem. Estes títulos respondem a quem tem dúvidas em apostar no futebol de formação."

É por tudo isto que Dito acredita que "estes títulos não foram obra do acaso. Não me espanto se acontecer mais vezes num futuro próximo. Não será um caso perdido no tempo. Há razões para este sucesso".

O treinador inclui aqui a criação de infraestruturas que permitiram melhores condições de trabalho, bem como a aposta em técnicos especializados. "São duas realidades novas e não acredito que clubes como o Braga e o V. Guimarães deixem de aproveitar o que de bom já conseguiram."

Novas realidades que hão de igualmente ter o condão de alertar a concorrência histórica. Os grandes clubes contratam desde há algum tempo futebolistas estrangeiros para a formação. Portugal tem tradições fortes e, se calhar, bastou a vimaranenses e bracarenses seguirem os bons exemplos...

Fonte: O Jogo

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