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Ministério Público do Brasil pede absolvição de Lula da Silva em processo da operação Lava Jato

Logótipo de O Jogo O Jogo 01/09/2017 Administrator

O Ministério Público Federal (MPF) do Brasil pediu hoje a absolvição do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do banqueiro André Esteves num processo que investiga uma suposta tentativa de obstruir investigações da operação Lava Jato.

O Lula da Silva e o banqueiro tornaram-se réus neste processo depois que o ex-senador Delcídio do Amaral ter dito num depoimento à Justiça brasileira que eles haviam tentado impedir que o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró fizesse um acordo para relatar crimes aos investigadores da operação Lava Jato.

"O MPF manifestou-se pelas absolvições do ex-Presidente Luíz Inácio Lula da Silva e do banqueiro André Esteves, por concluir que não há provas de que eles participaram do esquema criminoso", diz uma nota publicada pelo órgão de Justiça brasileiro.

O MPF também solicitou que Delcídio do Amaral perca os benefícios assegurados em colaboração premiada (acordo para confessar crimes em troca de redução da pena), por entender que ele mentiu sobre factos que levaram à abertura desta ação penal.

Em nota, a defesa do ex-chefe de Estado brasileiro manifestou-se, dizendo que o pedido de absolvição formulado hoje pelo MPF "é justo e reflete a prova da inocência do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi coletada especialmente nos depoimentos de 31 testemunhas."

"Lula [da Silva] jamais praticou qualquer ato com o objetivo de impedir ou modular a delação premiada do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, ao contrário do que constou da denúncia", acrescentaram os advogados.

Esta ação penal está em tramitação desde dezembro de 2015. Na época, como Delcídio do Amaral era membro da câmara alta do Parlamento brasileiro, a ação penal foi proposta pela Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Inicialmente, quatro pessoas foram denunciadas. Em abril de 2016, após acordo de colaboração do então senador, houve uma ratificação com o acréscimo de mais três pessoas na denúncia, entre elas Lula da Silva.

Como Delcídio do Amaral perdeu o mandato parlamentar, o processo foi enviado à 10.ª Vara Federal, em Brasília, onde o caso será julgado.

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