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Ministério Público pede que processo Jogo Duplo siga para julgamento

Logótipo de O Jogo O Jogo 12/09/2017 Alcides Freire

A decisão instrutória, que visa pronunciar ou não os arguidos ficou agendada para sexta-feira, às 16h00.

O Ministério Público (MP) defendeu esta terça-feira durante o debate instrutório que o processo Jogo Duplo, com 27 arguidos, relacionado com viciação de resultados no futebol, siga para julgamento, pedindo que seja mantido "na íntegra" o despacho de acusação.

A informação foi transmitida aos jornalistas pelo advogado Nélson Sousa à saída do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, pois a sessão decorreu à porta aberta, mas os jornalistas não puderam assistir, segundo o tribunal, "por falta de espaço na sala".

© Nuno Pinto Fernandes/Global Imagens

Nelson Sousa, mandatário de Carlos Silva, conhecido como "Aranha" e elemento da claque Super Dragões, e de Gustavo Oliveira, empresário, apontou erros e irregularidades à acusação do MP, indicando que a mesma contém partes escritas em inglês, além de considerar haver "insuficiência de inquérito" e de discordar da existência de uma associação criminosa.

O advogado explicou que a audiência desta terça-feira ficará sem efeito, caso o Tribunal da Relação de Lisboa dê razão ao recurso que interpôs, no qual pede a nulidade da acusação. O recurso tem efeito suspensivo, mas a juíza de instrução criminal decidiu realizar a sessão.

A abertura de instrução foi requerida por sete dos 27 arguidos.

Vítor Parente Ribeiro, mandatário do Oriental, disse aos jornalistas que defendeu a ida para julgamento do processo para que se "apure toda a verdade", acrescentando que oito dos "titulares da equipa de futebol" estariam envolvidos neste esquema.

O advogado sustentou que o Oriental foi "o mais prejudicado" neste processo, tendo pedido uma indemnização de um milhão de euros, relativos a perdas de receitas pela descida do clube e pela imagem e o nome do clube terem ficado manchados neste processo.

A decisão instrutória, que visa pronunciar ou não os arguidos, isto é, se vão ou não a julgamento, ficou agendada para sexta-feira, às 16h00.

Entre os arguidos estão jogadores do Oriental, Oliveirense, Penafiel e Académico de Viseu, assim como dirigentes desportivos, empresários, um elemento de uma claque, bem como outras pessoas com ligações ao negócio das apostas desportivas.

Em causa estão crimes de associação criminosa em competição desportiva, corrupção ativa e passiva em competição desportiva e apostas desportivas à cota de base territorial fraudulentas.

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