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Ministério Público: seis acusados de homicídio no Rali de Guimarães

Logótipo de O Jogo O Jogo 23/03/2017 Mónica Santos

Cinco elementos da organização da prova e um mecânico responderão pela acusação de homicídio por negligência, na sequência do despiste de uma viatura que provocou a morte de três espectadores.

O Ministério Público (MP) acusou um mecânico e cinco organizadores do Rali Sprint de Guimarães de 2014 de homicídio por negligência, relacionado com o despiste de um automóvel que participava naquela prova e que matou três espetadores.

Em nota publicada esta quinta-feira no site, a Procuradoria-Geral Distrital do Porto acrescenta que cada um dos arguidos está acusado de três crimes de homicídio por negligência.

Os factos reportam-se ao despiste de um automóvel de competição registado a 07 de setembro 2014, durante a classificativa do Rali Sprint de Guimarães, que decorreu na EM 579-2, em Vila Nova de Infantas, naquele concelho.

O automóvel colheu oito espetadores, "dos quais três viriam a morrer como consequência dos ferimentos assim sofridos".

Dos arguidos acusados, um tinha a seu cargo, como mecânico, a manutenção mecânica do veículo que se despistou, refere a PGD.

O MP considerou indiciado que no veículo automóvel tinham sido efetuadas modificações nos conjuntos roda/cubo e cubo/manga do eixo traseiro "que enfraqueceram as suas condições de segurança".

© Fornecido por O jogo

Para o MP, as referidas modificações levaram a que, no decurso da prova, os esforços incidentes sobre o conjunto roda/suspensão provocassem a rutura gradual de parafusos de fixação, a consequente frouxidão da roda traseira esquerda e a perda de controlo do veículo por quem o tripulava.

Os outros cinco arguidos são os responsáveis pela organização da prova.

A acusação considera indiciado que a competição foi posta em execução "em flagrante violação" das normas que regem a segurança nos ralis, por as zonas de risco não estarem identificadas nem protegidas com equipamentos de segurança especiais.

Acrescenta que também não estavam estabelecidas zonas específicas de segurança para o público, tendo sido permitido que os espetadores se colocassem junto das bermas e por elas circulasse.

Os arguidos requereram a abertura de instrução, indica a PGD.

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