Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Ministro da Ciência do lado de investigadores científicos pelo fim da precariedade

Logótipo de O Jogo O Jogo 11/10/2017 Administrator

O ministro da Ciência colocou-se hoje do lado dos investigadores científicos que se manifestavam no Porto pelo fim da precariedade, subscrevendo uma carta que lhe foi entregue e comprometendo-se a agendar uma reunião com reitores e investigadores.

Abordado por mais de uma centena de manifestantes, que o esperavam frente à Biblioteca Almeida Garrett, no Porto, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior dialogou com os investigadores, respondendo a perguntas durante cerca de 25 minutos, tendo apoiado e aceitado as críticas e preocupações que lhe foram transmitidas.

"Assino e transcrevo esta carta. Vejo e revejo-me nesta guerra", admitiu Manuel Heitor, sobre o documento que inclui as reivindicações dos investigadores, pedindo um "esforço coletivo" e concordando com os problemas apresentados.

O ministro criticou aquilo que diz ser a "inércia institucional muito grande", referindo-se à falta de contratação de investigadores por parte das universidades, e condenou ainda as declarações do reitor da Universidade de Lisboa, António Serra, que disse, em setembro, que "as universidades não precisam de investigadores, precisam de docentes", desresponsabilizando o Governo nesse assunto, apontando que universidades têm autonomia.

"Condeno totalmente [a declaração], mas respeitando a autonomia das instituições de ensino superior. Não vejo razão nenhuma porque é que nas universidades não há investigadores, nem carreiras de investigação. Compete às universidades decidirem se desenvolvem carreiras de docentes ou de investigação, não deve ser o Governo a impor", afirmou.

Depois de apelar para o ajudarem numa luta que diz também ser a dele, Manuel Heitor aconselhou os investigadores a falarem com os responsáveis das instituições, ressalvando a "guerra de todos", mas esclareceu também que não manda nas instituições, apenas coloca pressão e dialoga com as mesmas.

Revelou ainda ter estado reunido na terça-feira com o ex-presidente e o atual presidente do conselho de reitores, tendo ficado marcada uma próxima reunião, a qual se comprometeu a tornar aberta à presença dos investigadores.

Quando chegou o ministro foi recebido com cartazes ao alto e palavras de protesto, algo que contrastou com a sua despedida, feita sob aplausos por parte dos investigadores.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon