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Ministro da Defesa na entrega das boinas aos 13 comandos que concluíram o curso

Logótipo de O Jogo O Jogo 10/08/2017 Administrator

O ministro da Defesa estará presente na sexta-feira na atribuição das boinas aos 13 dos 57 militares que concluíram com aproveitamento o 128.º curso de comandos e entregará o estandarte nacional à força destacada na República Centro-Africana.

A cerimónia, que se realizará no Regimento de Comandos, na Serra da Carregueira (Sintra), encerra o 128.º curso de comandos, anunciou hoje o Exército.

Serão assim entregues as boinas aos 13 militares que terminaram o curso com aproveitamento, dos 57 que iniciaram a instrução.

O ministro José Azeredo Lopes preside depois à entrega do estandarte nacional à segunda força nacional destacada na missão da Organização das Nações Unidas (ONU) na República Centro-Africana (RCA), cuja partida está prevista para 25 de agosto e 04 de setembro.

As datas exatas da partida do segundo contingente militar para a missão na RCA vão depender, no entanto, das "condições operacionais no terreno e dos procedimentos administrativos inerentes à contratação de meios para o efeito", afirmou à Lusa na semana passada o porta-voz do Exército, tenente-coronel Vicente Pereira.

A rendição da primeira Força Nacional Destacada estava prevista para o fim de julho, mas teve de ser adiada por o Exército ter de substituir seis dos militares, comandos, que por terem sido acusados no âmbito de um processo criminal não poderão integrar a missão da ONU (MINUSCA).

No dia 25 de agosto, deverá partir de Lisboa o Destacamento Avançado e no dia 04 de setembro, sairá o grosso da força, composta por cerca de 160 homens.

O Exército tinha confirmado a 21 de julho o adiamento por cinco semanas da rendição da primeira força na RCA, mas ainda não tinha divulgado as novas datas previstas.

Os seis militares substituídos foram acusados pelo Ministério Público, na sequência da morte de dois militares no 127.º curso de Comandos, em setembro do ano passado.

Segundo regras estabelecidas pela ONU em janeiro de 2016, as missões das Nações Unidas não poderão integrar qualquer militar alvo de acusação em processos criminais.

A ONU requer que nenhum militar destacado tenha sido condenado, esteja sob investigação ou tenha sido acusado "de qualquer delito criminal" ou de qualquer violação dos direitos humanos.

O primeiro contingente da Força Nacional Destacada na MINUSCA partiu em meados em janeiro, atuando como Força de Reação Rápida da ONU, na linha da frente das operações dos capacetes azuis naquele país, em conflito civil desde 2013.

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