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Ministros suecos arriscam afastamento devido a escândalo com dados pessoais

Logótipo de O Jogo O Jogo 26/07/2017 Administrator

Dois importantes membros do governo de centro-esquerda na Suécia, os ministros do Interior e da Defesa, estavam hoje em risco de ser demitidos na sequência de um escândalo de fuga de dados pessoais que estavam na posse de organismo público.

Anders Ygeman e Peter Hultqvist, comnsiderados "pesos pesados" no Governo, ambos quadros do Partido Social-Democrata sueco, têm recebido críticas adicionais por não terem alertado em tempo útil o primeiro-ministro, Stefan Löfven.

A ministra das Infraestruturas, Anna Johansson, garantiu que só foi avisada do problema demasiado tarde, mas a imprensa sueca também a dá como remodelável, uma vez que é a ministra da tutela.

Tal como dispõe a constituição sueca, os quatro partidos da oposição (de centro e da direita) anunciaram a intenção de apresentar uma moção de censura contra os ministros, para os fazer cair. Com o apoio dos Democratas da Suécia (extrema-direita), é quase certo que a oposição vai obter a maioria necessária para o efeito.

O Riksdag, o parlamento de uma só Câmara do reino da Suécia, poderá ser convocado nas próximas semanas para uma sessão extraordinária para proceder a esta votação.

A oposição, dividida e em baixo nas sondagens, não está a pedir a cabeça do chefe do Governo, ainda que os politólogos tenham colocado essa hipótese.

Na origem da crise política está a decisão da Agência Pública de Transportes da Suécia de confiar os arquivos de cartas de condução a técnicos sem habitações de segurança na República Checa e na Roménia, no âmbito de um contrato de prestação de serviços externos de informática.

Segundo a imprensa sueca, a identidade de agentes dos serviços secretos e de outras pessoas que têm moradas ou identidades secretas podem ter ficado comprometidas com esta decisão.

O líder parlamentar dos liberais suecos, Jan Björklund, declarou que este assunto - já antigo, mas tornado público apenas nas últimas semanas - "dá conta de uma grande ingenuidade na administração do Estado na Suécia".

"Como eleitos, é nosso dever dizer com firmeza que uma irresponsabilidade como esta é inaceitável", disse a presidente do Centro, Annie Lööf.

Já a líder do grupo parlamentar social-democrata lamentou que a oposição apresente uma moção de censura antes de estar concluído o inquérito da comissão de Assuntos Constitucionais, já anunciado pelo primeiro-ministro.

"Isto mostra que não estão interessados num inquérito sério", criticou Tomas Eneroth.

Os partidos da esquerda ironizam com o "oportunismo" político da oposição de direita, que estava no poder quando foi lançado o concurso para atribuir a um serviço externo a gestão da informática da agência de transportes.

A agência assinou, em abril de 2015, um acordo com a multinacional IBM, que subcontratou serviços checos e romenos.

Entre os documentos que poderão ter ficado comprometidos constam informações sobre pessoal militar, bem como os veículos e os planos de defesa e de emergência, informação sobre os portos, as pontes e as redes de caminho de ferro e de estradas.

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