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Moçambicanos de Mocímboa da Praia devem denunciar atacantes - governo regional

Logótipo de O Jogo O Jogo 09/10/2017 Administrator

A governadora da província de Cabo Delgado, norte de Moçambique apelou à população do distrito da Mocímboa da Praia para denunciar movimentações estranhas, face aos ataques protagonizados na semana passada contra postos policiais por um grupo armado.

"Não nos intimidemos com esses bandidos, temos o compromisso da comunidade, todos devem colaborar para denunciar estes bandidos", afirmou Celmira da Silva, num encontro com populares no distrito da Mocímboa da Praia, a mais de dois mil quilómetros de Maputo.

Quem tiver informação relevante, prosseguiu, deve alertar as autoridades, como forma de ajudar a estancar focos de instabilidade no distrito.

"[Os autores dos ataques] são das nossas comunidades, temos alguns que vieram de outros distritos, mas outros são desta comunidade", declarou Celmira Pereira.

A governadora da província de Cabo Delgado exortou as famílias de Mocímboa da Praia a incentivarem os filhosa dedicarem-se aos estudos, assinalando que o futuro dos jovens depende da educação.

A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve mais de 10 membros do grupo armado que na quinta-feira atacou três postos de polícia no norte de Moçambique, disse no sábado à Lusa o porta-voz daquela força de segurança.

"Já há mais de 10 detidos", uns apanhados devido aos ferimentos, outros graças a denúncias da população, explicou Inácio Dina.

Um deles disse à polícia que se encontrou casualmente com o grupo, que o convidou a ir à vila de Mocímboa da Praia a troco de 2.500 meticais (cerca de 35 euros) e recebeu uma arma, segundo relato da rádio estatal.

Além dos 10 detidos, a PRM anunciou na sexta-feira que já tinha abatido outros 14 elementos do grupo que se supõe ter sido composto por 30 elementos que se apresentam como moçambicanos, falam português e línguas locais.

"São claramente uma espécie de operacionais a quem foi dito que era preciso atacar e desestabilizar", referiu Inácio Dina à Lusa.

A PRM reforçou com especialistas, na sexta-feira, a equipa que conduz interrogatórios no norte do país e que vão tentar obter mais informações dos detidos para chegar ao essencial da operação, acrescentou.

A polícia já apreendeu um total de quatro metralhadoras AK-47 e cerca de 100 munições, acrescentou.

O último ataque de membros do grupo foi registado na manhã de sexta-feira, sendo que atualmente a vida regressou ao normal em Mocímboa da Praia, concluiu.

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