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"Moçambique" e "Bovary" marcam terceiro dia do festival de teatro de Almada

Logótipo de O Jogo O Jogo 06/07/2017 Administrator

Representações de "Moçambique", com texto e direção de Jorge Andrade, e "Bovary", uma criação e encenação de Tiago Rodrigues, a partir da obra homónima de Flaubert, marcam a programação de hoje, o terceiro dia do 34.º Festival de Almada.

Eleito o Melhor Espetáculo de Teatro de 2016, pela Sociedade Portuguesa de Autores, "Moçambique" reconstrói a biografia imaginária de Jorge Andrade, nascido em Moçambique e a viver em Portugal desde os quatro anos, a partir do momento em que uma tia moçambicana, que perdera dois filhos, o pede em adoção à mãe.

Como teria vivido o criador se a mãe tivesse aceitado aquela proposta foi, pois, o ponto de partida de Jorge Andrade para a construção desta peça, na qual o criador entrelaça situações reais com situações efabuladas, num jogo em que não pretende realçar a linha de fronteira entre a realidade e a ficção, mas antes jogar com a contaminação de ambos.

Em Almada, "Moçambique" terá uma única representação, no palco grande da Escola D. António da Costa, às 22:00.

"Bovary" -- peça com que o diretor artístico do Teatro Nacional D. Maria II (TNDM) venceu o prémio de Melhor Criação de uma Peça em Língua Francesa, em 2016, quando se apresentou na Bastilha -- regressa, pelas 19:00, ao palco da Sala Garrett, no teatro lisboeta, com nova récita marcada para sexta-feira, às 21:00.

No âmbito da Ocupação Bastilha, iniciativa que levou o D. Maria II ao Théâtre de la Bastille, de abril a junho de 2016, Tiago Rodrigues recriou, entre 03 e 23 de maio do ano passado, o espetáculo que já havia apresentado em Portugal, desta vez na língua francesa e com atores daquele país.

A criação de Tiago Rodrigues, que esteve em cartaz na Sala Garrett em novembro de 2015, centra-se no julgamento de Flaubert, por atentado à moral e à religião, em 1857, data da publicação do romance "Madame Bovary", em folhetim.

A 34.ª edição do Festival de Almada, a decorrer até ao próximo dia 18, contempla 44 produções de teatro, dança e música, das quais 27 são espetáculos de sala. Destes, 13 são produções portuguesas, entre as quais estão cinco estreias.

Organizado pela Companhia de Teatro de Almada (CTA) e dirigido pelo diretor da companhia, Rodrigo Francisco, o 34.º Festival está orçado em 820.000 euros, dos quais 257.000 são investidos pela câmara local, 363.000 resultam de parcerias e de receitas próprias do certame, e 200.000 provêm dos subsídios atribuídos pela Direção-Geral das Artes (metade do financiamento da DGArtes à companhia).

Casa da Cerca/Centro de Arte Contemporânea, Teatro Municipal Joaquim Benite, Teatro-Estúdio António Assunção, Incrível Almadense e Fórum Romeu Correia, em Almada, Teatro Taborda, Teatro Nacional D. Maria II, Centro Cultural de Belém, em Lisboa, são os locais onde decorre o certame.

Além do teatro, o festival integra ainda espetáculos e animação de rua, concertos, exposições e debates.

Lusas/fim

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