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ModaLisboa: Filipe Faísca encerrou hoje edição "claramente grandiosa"

Logótipo de O Jogo O Jogo 08/10/2017 Administrator

A apresentação da coleção de Filipe Faísca para a próxima primavera encerrou hoje a 49.ª edição da ModaLisboa, que decorreu num espaço novo, com sete desfiles abertos à população e considerada "claramente grandiosa" pela presidente da iniciativa.

O desfile da coleção "Fertilizer" de Filipe Faísca decorreu dentro do Pavilhão Carlos Lopes, à semelhança dos desfiles de Olga Noronha, Nadir Tati, Luís Carvalho e Mustra. Hoje, foram também apresentadas, no jardim que circunda o pavilhão, as coleções de Morecoo, Nair Xavier X Diniz&Cruz e Eureka.

A Lusa falou com a presidente da ModaLisboa, Eduarda Abbondanza, a três desfiles do final desta edição - "três desfiles muito importantes" [Luís Carvalho, Mustra e Filipe Faísca] -, que decorreu pela primeira vez num novo espaço, o Pavilhão Carlos Lopes, e com sete dos 23 desfiles abertos à população.

"Até agora foi uma edição claramente grandiosa, o tempo também nos ajudou", afirmou Eduarda Abbondanza, sublinhando as "imensas possibilidades e potencialidades, nomeadamente na sua envolvente" do espaço que acolheu a ModaLisboa ao longo de três dias.

O Pavilhão Carlos Lopes situa-se no Parque Eduardo VII, "no topo de uma das sete colinas, no centro da cidade, cercado de um jardim imenso, servido dos transportes públicos todos".

Os sete desfiles no jardim, abertos à população, foram "uma aposta clara", que proporcionaram "não só imagens de qualidade, mas também bem-estar a quem estava a assistir, possibilitando, além do 'sitting' do desfile um raio mais alargado a uma série de pessoas". "Isso é uma dádiva à cidade, uma comemoração da cidade", considerou.

Eduarda Abbondanza destacou ainda "um espaço novo, o Showcase Moda Portugal que também pôde ser visitado pelo público, e toda a estrutura, onde estava situado o Wonder Room [loja temporária com 18 marcas e designers portugueses] e os baloiços", bem como "a esplanada, ModaLisboa resort como lhe chamam, as 'food trucks' [rulotes de comida] e as camas". "É um 'well-being' [bem-estar] incrível", disse.

A presidente da ModaLisboa considera que "este tipo de atividades ajuda a criar novos públicos, captar públicos mais jovens e a criar uma cultura de moda no país".

Eduarda Abbondanza acredita que "se há uma maior cultura de moda, há um maior protecionismo em relação aos nossos criadores e por isso eles não podem estar fechados num target tão pequeno, têm que se abrir às novas gerações". "Portugal está a viver uma fase dourada e temos que fazer com que isto vá em frente", sublinhou.

A possibilidade de a ModaLisboa regressar ao Pavilhão Carlos Lopes em março, quando decorre a 50.ª edição, não está garantida.

"Gostaria de fazer aqui uma vez por ano, porque este espaço é maravilhoso com bom tempo. Tenho outro espaço na cabeça para as edições de março, altura em que chove mesmo", disse à Lusa, escusando-se a adiantar que local é esse.

O espaço onde decorre a semana da moda da capital portuguesa é cedido pela Câmara Municipal de Lisboa no âmbito de um protocolo de cooperação entre a autarquia e a Associação ModaLisboa, aprovado em janeiro de 2016 e que prevê a realização de seis edições (duas em 2016, duas em 2017 e duas em 2018).

O protocolo prevê a cedência de espaços e contribuição de uma verba, que nesta edição foi de 317.500 euros. Além disso, estabelece que a associação promova "ações que garantam o acesso dos vários públicos a este evento e a outras iniciativas da ModaLisboa".

A ModaLisboa regressa em março para a 50.ª edição, durante a qual serão apresentadas as coleções para o inverno de 2018/19.

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