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Monumento em memória das vítimas do Holocausto vandalizado em Boston, EUA

Logótipo de O Jogo O Jogo 15/08/2017 Administrator

Um monumento em memória das vítimas do Holocausto foi vandalizado na segunda-feira em Boston, suscitando indignação naquela cidade norte-americana, dias depois dos confrontos em Charlottesville entre militantes de extrema-direita e contra manifestantes, divulgou hoje a polícia local.

O suspeito do ato de vandalismo é um jovem de 17 anos, que foi rapidamente neutralizado por transeuntes que estavam no local no momento do incidente, informou a polícia de Boston em comunicado.

De acordo com as autoridades, o jovem será hoje formalmente acusado de "destruição intencional e maliciosa". Outras acusações poderão ser acrescentadas, incluindo crime de racismo.

Esta é a segunda vez desde junho que este monumento, assinado pelo arquiteto Stanley Saitowitz e composto por seis torres altas de vidro, é vandalizado. Nas duas ocasiões, os estragos foram registados nos painéis de vidro que compõem as torres.

O presidente da câmara de Boston, o democrata Marty Walsh, denunciou, entretanto, o incidente.

"Hoje e todos os dias, Boston está contra o ódio. Estou triste por ver uma ação tão desprezível na nossa grande cidade", escreveu o autarca na rede social Twitter, agradecendo ainda a rápida intervenção da polícia.

"Tendo em conta os recentes acontecimentos em Charlottesville, é triste ver um jovem a escolher um comportamento estúpido e vergonhoso", disse, por sua vez, o chefe de polícia de Boston, William Evans.

Este incidente aconteceu dois dias depois da cidade de Charlottesville, no Estado norte-americano da Virginia, ter sido palco de uma manifestação associada ao movimento dos supremacistas brancos que foi convocada para contestar a decisão de remover a estátua do general confederado Robert E. Lee, considerado atualmente um símbolo da defesa da escravatura e do racismo.

O protesto, realizado no sábado, degenerou em violentos confrontos entre militantes de extrema-direita, de movimentos neonazis e contra manifestantes. Uma mulher de 32 anos morreu quando um condutor -- que tinha participado na manifestação -- atingiu de forma intencional com o seu veículo um grupo de contra manifestantes.

Estes confrontos suscitaram uma profunda indignação nos Estados Unidos, que também seria agravada pela primeira reação aos acontecimentos do Presidente Donald Trump, que declarou, ainda no sábado, que os factos eram "terríveis", mas sem condenar, de forma explícita, os movimentos de extrema-direita.

Alvo de duras críticas, o chefe de Estado acabou por fazer uma nova declaração na segunda-feira, em que condenou o racismo e qualificou aqueles que praticam a violência em seu nome, como o Ku Klux Klan (KKK), os neonazis e os supremacistas brancos, como "criminosos e bandidos".

Ainda na sequência dos confrontos em Charlottesville, um grupo de manifestantes derrubou na segunda-feira uma estátua em honra dos soldados da Confederação norte-americana (período que vigorou entre 1861 e 1865) em Durham, cidade do Estado norte-americano da Carolina do Norte.

O debate sobre as estátuas e símbolos deste período histórico surgiu depois de, em junho de 2015, Dylann Roof, um supremacista branco fascinado com a Confederação, ter assassinado nove afro-americanos numa igreja de Charleston, na Carolina do Sul.

Os últimos acontecimentos estão a ter repercussões em várias cidades norte-americanas, que também têm estátuas relacionadas com a Confederação.

Por exemplo em Gainesville, na Florida, um grupo associado ao espírito confederado contratou pessoas para realizar a remoção, de forma discreta, de uma estátua. Já em Baltimore, as autoridades locais estão dispostas a tirar da cidade todas as estátuas relacionadas com a Confederação.

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