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Moreira insiste na importância de novo parque de estacionamento na Foz, Porto

Logótipo de O Jogo O Jogo 18/07/2017 Administrator

O presidente da Câmara do Porto insistiu hoje na importância de construir um parque de estacionamento para 240 lugares no Largo de Cadouços, na zona da Foz, apesar das críticas de moradores.

"Percebo o incómodo [que vai existir] durante as obras. Mas o jardim de Cadouços já nem é utilizado, porque a rua foi devorada pelos automóveis e pelo estacionamento ilegal. E há muitos anos que muitos moradores que não têm garagem, nem têm possibilidade de a construir, se queixam da ausência de lugares para estacionar", frisou Rui Moreira na reunião camarária pública.

O autarca respondia às críticas do morador Vítor Leite, que disse falar "em nome da grande maioria" dos residentes "contra o parque de estacionamento" que vai "descaracterizar e poluir uma zona residencial de grande tranquilidade".

"Estamos a falar de uma zona da Foz Velha, onde não se compreende uma política de betão. A obra e o parque vão afetar a estabilidade de casas centenárias e aumentar a poluição ambiental e sonora", lamentou o residente.

Para o presidente da Câmara do Porto, os parques de estacionamento de segunda linha "melhoram as condições ambientais" e são muito melhores do que "ter um parque de estacionamento ilegal, "em todos os espaços possíveis".

Rui Moreira vincou que "os interesses da cidade têm de ser vistos de forma mais abrangente do que o interesse individual" e, manifestando compreender o "incómodo das obras", defendeu a necessidade de ali instalar o parque de estacionamento.

"Há muitos moradores que se queixam há anos de não terem lugar para estacionar e de apenas poderem recorrer a garagens de recolha a preços impossíveis. O problema tem vindo a agravar-se", descreveu o autarca.

O independente notou, também, tratar-se de uma zona próxima da praia, que sofre uma maior pressão de estacionamento "devido às atividades decorrentes da época balnear".

Moreira notou que "todo aquele espaço precisa de ser requalificado", estando em causa uma renovação que vai abranger a zona entre o Colégio Inglês e a polícia.

O autarca acrescentou que, devido ao estacionamento ilegal, aquela é "uma das zonas da cidade onde há mais atrasos na passagem dos autocarros".

A Câmara do Porto anunciou em fevereiro a intenção de lançar em março um concurso público para construção e exploração de um parque de estacionamento subterrâneo no largo Capitão Pinheiro Torres, mais conhecido por Largo de Cadouços, com o objetivo de o abrir ao público no verão de 2018.

Na ocasião foi divulgado que a construção do parque de estacionamento, com capacidade para cerca de 240 lugares, distribuídos por quatro meios pisos (como no parque da praça dos Poveiros), está orçada em três milhões de euros, a suportar pelo concessionário.

"É uma zona que nos parece particularmente vital", disse Moreira, acrescentando que, além do parque subterrâneo, a intervenção prevê "uma requalificação urbana relevante" naquele "espaço emblemático da Foz que, no entanto, sofreu um conjunto de pressões" que "precisam de ser resolvidas".

Além do parque, a intervenção prevê a requalificação do jardim e das ruas de Cadouços e Monsenhor Manuel Marinho, até à rua da Cerca, com a eliminação do separador central que existe em frente à esquadra da PSP, para alargamento das faixas de rodagem e o alargamento dos passeios.

Toda aquela zona de Cadouços será também arborizada, sendo que o local onde há anos existiu um parque infantil servirá de "zona técnica" do parque subterrâneo e de entrada no mesmo, num projeto da responsabilidade do arquiteto André Ramos.

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