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Morreu aos 100 anos a atriz francesa Danielle Darrieux

Logótipo de O Jogo O Jogo 19/10/2017 Administrator

A atriz de cinema francesa Danielle Darrieux morreu na terça-feira, aos 100 anos, em sua casa, situada no noroeste de França, anunciou o seu companheiro à AFP.

O seu estado "degradou-se um pouco, recentemente, depois de uma pequena queda", indicou à AFP Jacques Jenvrin.

A atriz, que participou em mais de uma centena de filmes, tinha celebrado os 100 anos em maio passado.

"Cem anos passados, ela era uma pessoa um pouco diminuída, e apesar da sua cegueira, estava muito agarrada à vida. Ainda no dia 04 de outubro tivemos uma visita e ela estava muito bem", acrescentou.

Arquétipo da beleza feminina, Danielle Darrieux foi a parceira de Jean Gabin no filme "La Vérité sur Bébé Donge" (1953) e de Gérard Philipe em "O Vermelho e o Negro" (1954).

Nascida a 01 de maio de 1917 em Bordéus, Danielle Darrieux participou no primeiro filme, "Le Bal", aos 14 anos.

A atriz participou em comédias antes de assumir papéis mais dramáticos e triunfar em "Mayerling" ao lado de Charles Boyer (1935).

Ao mesmo tempo, iniciou uma carreira internacional em 1932, que a levou para Hollywood e para a Broadway.

O seu primeiro marido, Egérie d'Henri Decoin's, "DD", como foi apelidado, viria a filmar meia dúzia de filmes sob sua direção.

Apesar de maltratada durante a libertação (aquando da ocupação de França, trabalhou para a Continental, liderada pelos alemães), a atriz retomou a carreira e continuou a somar sucessos, incluindo "La Ronde" e "Madame de..." (Ophüls), "L'affaire Cicéron" (Mankiewicz) ou "Marie-Octobre" (Duvivier).

Ao dar-lhe um papel em "As Donzelas de Rochefort" (1967), Jacques Demy relançou a atriz, nos seus 50 anos.

Sob direção de Paul Vecchiali (1983) ou André Téchiné ("O Local do Crime", 1986), a atriz mostra que não perdeu nada da sua essência. Em 2002, François Ozon escolheu-a para "Oito mulheres".

A partir de 1969, Danielle Darrieux começou a trabalhar no teatro, interpretando Feydeau, Guitry ou Marcel Aymé.

Em 2003, sozinha em palco, criou "Oscar et la dame rose", de Eric-Emmanuel Schmitt, que lhe valeu um Molière. Danielle Darrieux trabalhou também para o cinema e televisão em 2010.

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