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Morreu o oficial soviético que evitou uma guerra nuclear em 1983

Logótipo de O Jogo O Jogo 19/09/2017 Administrator

O oficial soviético que evitou em 1983 uma guerra nuclear entre os EUA e a URSS, Stanislav Petrov, morreu aos 77 anos, na sua residência, nos arredores de Moscovo, disse hoje o filho à imprensa local.

"Sim, morreu em maio", afirmou Dmitri Petrov, filho do militar, a meios de comunicação social locais.

A morte de Petrov não foi tornada pública até um cineasta alemão lhe ter telefonado em setembro para lhe dar os parabéns por mais um aniversário.

O incidente histórico protagonizado por Petrov, e que podia ter desembocado num conflito nuclear entre as duas principais potências mundiais, ocorreu na noite de 25 para 26 de setembro de 1983, perto de Moscovo.

Petrov, então um tenente-coronel com 44 anos, estava de turno num centro de comando do sistema de alerta de ataques com mísseis da Defesa Aérea, quando os equipamentos eletrónicos deram um falso alarme de lançamento de mísseis intercontinentais pelos EUA contra alvos no território soviético.

Porém, este oficial não se fiou no equipamento e, depois de confirmar a informação, conseguiu identificar o erro e desativar a tempo o sistema de alerta de um ataque nuclear.

Se bem que a URSS, sigla para União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, já tivesse sido qualificada como o "Império do Mal" pelo então Presidente dos EUA, Ronald Reagan, Petrov recusou aceitar que a terceira guerra mundial tinha acabado de começar e evitou uma hecatombe nuclear.

Petrov, que meses depois recebeu uma das principais distinções concedidas pelo Estado soviético, nunca contou nada à família e, na realidade, a sua proeza foi mantida em segredo até à queda da URSS, em 1991.

Nunca se considerou um herói - "só fiz o meu trabalho", dizia -, apesar de o incidente ter ocorrido em plena guerra do Afeganistão e semanas depois de um avião de combate soviético ter abatido um aparelho comercial sul-coreano, com 279 pessoas a bordo.

A história de Petrov, que se reformou no ano seguinte, devido a problemas com nervos, é contada no documentário "O Homem que Salvou o Mundo", que estreou em 2014.

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