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Muitos quilómetros e exigência máxima: os mandamentos de Sérgio Conceição

Logótipo de O Jogo O Jogo 10/07/2017 Hugo Monteiro

Jornal L'Équipe olhou para o percurso do novo treinador do FC Porto na meia época que passou ao serviço do Nantes, analisando o método de trabalho de Sérgio Conceição.

Sérgio Conceição passou meia temporada ao leme do Nantes, o suficiente para deixar uma marca clara no emblema francês. O método de trabalho do português, agora a orientar o FC Porto, pautou-se pela diferença em relação ao antecessor e o L'Équipe analisou os "mandamentos" do técnico. A exigência física e o estreitamento das relações com a equipa B e a formação do clube são os pontos fulcrais da "cartilha" de Sérgio.

Os jogadores passam, em média, cinco a seis horas no centro de treinos, e estão proibidos de utilizar aparelhos multimédia durante as sessões de massagem, ou tratamento, exigindo de todo o staff o máximo de aplicação e concentração no trabalho. A preocupação com a condição física dos atletas também é uma constante: há a presença de um médico em cada sessão de treino. Sérgio Conceição insiste no acompanhamento feito aos jogadores no que diz respeito ao controlo do peso e ao controlo de todo o tipo de dados fisiológicos, que assegurem a higiene de vida mais indicada para a alta competição. Em Nantes, provou-se que quanto maior foi a disponibilidade física, melhor foram os resultados.

A fasquia dos 120 quilómetros percorridos pelo conjunto dos jogadores da equipa, nos 90 minutos, resultou numa melhoria substancial dos resultados. Em 22 partidas conduzidas por Conceição, a equipa ultrapassou a fasquia dos 120 quilómetros 11 vezes e vencendo 10 vezes e perdendo apenas uma. Abaixo dessa fasquia, o Nantes perdeu cinco vezes e empatou outras cinco.

© José Coelho/Lusa

Sérgio Conceição exige que jogadores lesionados, ou em tratamento, marquem presença todos os dias no centro de treinos, até nos dias de folga, para prosseguirem a recuperação de modo a promover um regresso mais rápido às opções do treinador. Para os restantes, ficar fora do grupo deve ser sentido como uma frustração por não poder contribuir para ajudar a equipa.

Em termos de estrutura, o treinador preconiza um estreitar de relações com a equipa B, aumentando a exigência no plano técnico, com a organização de reuniões periódicas entre o staff da equipa principal e os treinadores dos "bês" e da formação.

É então expectável que este guião seja reconduzido para o FC Porto. Os dragões já trabalham desde a semana passada e, até agora, realizaram um jogo de preparação, frente à Académica, que terminou com um empate a duas bolas.

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