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Mundiais de atletismo: Irina Rodrigues regressa à competição

Logótipo de O Jogo O Jogo 09/08/2017 Hugo M. Monteiro

No ano passado a atleta fraturou o perónio e esteve parada seis meses.

© Fernando Fontes / Global Imagens

Após seis meses em recuperação de uma fratura numa perna, a lançadora do disco Irina Rodrigues fez uma preparação curta, mas garante que está em forma para a prova nos Campeonatos do Mundo de atletismo, em Londres, na sexta-feira.

"Estou muito feliz por estar aqui: saí dos Jogos Olímpicos com uma perna partida, mudei de treinador, fiz uma preparação curta. O meu treinador [Júlio Cirino] vive em Angra de Heroísmo, estou a estudar em Coimbra, vivo em Leiria. Foi uma preparação muito difícil, por isso estar presente nestes campeonatos só me pode deixar feliz", afirmou, em declarações no hotel da delegação nacional em Londres, aonde chegou na terça-feira.

No ano passado, a leiriense fraturou o perónio durante o seu treino de ginásio, na Aldeia Olímpica do Rio'2016, quando realizava exercícios de musculação de levantamento de pesos, determinando a sua desistência sem sequer competir.

Competir em Londres é também regressar a um estádio onde se estreou como atleta olímpica em 2012. Na altura, fez 57,23 metros e terminou em 32.º e antepenúltimo lugar, mas a atleta considera esta até foi uma boa marca, tendo em conta que tinha então apenas 21 anos.

"Desta vez não sei, foi uma preparação curta, comecei a lançar em fevereiro. Estou em forma, sinto-me em forma, um pouco mais madura, mais experiente, por isso vamos ver", confiou.

Enquanto recuperava da lesão, Irina aproveitou e mudou também de treinador, trocando Paulo Reis por Paulo Cirino, quem, além de possuir uma técnica diferente, vive em Angra do Heroísmo, nos Açores.

Esta distância geográfica coloca alguns desafios, pois atleta e técnico têm de voar quase todas as semanas para treinarem juntos, na Ilha Terceira ou em Leiria.

Quando não é possível, Cirino orienta a pupila pela Internet: o namorado de Irina filma e envia o vídeo para o treinador, que analisa e de imediato transmite instruções.

Apesar destes constrangimentos e do desgaste causado pelas viagens constantes, Irina Rodrigues diz estar a adaptar-se bem ao novo sistema.

"Este ano já lancei 62,63, o ano passado tinha feito 63,96 [recorde pessoal]. Para quem esteve seis meses a recuperar de uma fratura de perónio, não é de todo mau. Acho que foi uma adaptação muito boa", referiu.

"[Londres] é um palco que me traz bastante boa energia. Gosto muito da maneira como os ingleses organizam este tipo de competições", acrescentou, sem querer criar expectativas sobre o resultado.

"Depende de vários fatores. Neste momento sou 19ª. do ranking. Para mim um bom resultado ou pode ser lançar muito ou pode ser ficar num bom lugar da tabela. Acima de tudo, eu saio sempre feliz quando sinto que dei tudo na pista", conclui.

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