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Mundiais: Inês Henriques com tudo para trazer a medalha para Portugal

Logótipo de O Jogo O Jogo 02/08/2017 Hugo Monteiro

O meio-fundo é a categoria mais desfalcada, apenas com Salomé Esteves.

Se tudo correr bem, Portugal vai esperar pela manhã do dia 13 para vitoriar o seu sexto campeonato mundial de sempre no atletismo, tal tem sido este ano a superioridade de Inês Henriques nos 50 km marcha.

A veterana portuguesa, de 37 anos, é a recordista mundial da prova, ainda com poucas tradições no setor feminino e pela primeira vez no calendário oficial, com direito a pódio e prémio monetário igual a todas as outras.

Inês esteve até quase à ultima hora para saber se ia haver 50 km marcha femininos já nestes Mundiais de Londres, com a IAAF a dar por fim o seu OK a dois dias do final do prazo para mínimos, já perto do final de julho.

A portuguesa nunca deixou de treinar, desde que bateu o recorde mundial, ainda em janeiro, pelo que todos colocam a experiente atleta lusa como grande favorita.

Entre 2001 e 2015, somou sete presenças em Mundiais e só falhou 2003, ano em que tinha mínimos mas estava 'tapada' por outras atletas. Com esta oitava internacionalização, isola-se como a terceira lusa de sempre, só superada por outros dois marchadores - Susana Feitor, que tem 11, e João Vieira, que tem 10.

Rosa Mota, Fernanda Ribeiro, Manuela Machado, Carla Sacramento e Nelson Évora são os portugueses de ouro, mantendo-se até agora a regra de não passarem dez anos sem novo título. Com efeito, Carla Sacramento foi campeã em 1997 e Nelson Évora em 2007.

Nelson continua na seleção, tem somado excelentes resultados nestes dez anos, tem sido resiliente - recuperou de lesões gravíssimas - mas agora não é candidato claro a medalhas. A finalista e ao top-8 do triplo salto, isso sim, se estiver em forma.

Tsanko Arnaudov, no peso, Patrícia Mamona, no triplo, e Ana Cabecinha são outros atletas que apontam a ficar no grupo dos oito primeiros das suas especialidades, sendo naturalmente destaques na seleção portuguesa. No plano imediato aposta-se em David Lima, o mais rápido português em 100 metros desde Francis Obikwelu.

O pupilo de Linford Christie, que vive em Inglaterra desde os seis anos, explodiu esta época para os 10,05 segundos e tem todas as condições para uma histórica presença nas semifinais do hectómetro, na esperada festa de despedida do jamaicano Usain Bolt.

David Lima e Tsanko Arnaudov foram os atletas lusos que mais evoluíram esta época, sendo que ambos ainda têm uma boa margem de progressão: o velocista tem 26 anos e o recordista nacional do peso 25. Mesmo Mamona, de 28 anos e com um recorde nacional no ano passado, ainda não disse a última palavra.

Estes três atletas não invalidam que se olhe para uma seleção envelhecida, sobretudo no meio-fundo e marcha, em que as mais novas são Salomé Rocha (10.000 metros) e Catarina Ribeiro (maratona), com 27 anos.

Sub-25, apenas estão a quatrocentista Cátia Azevedo e a corredora de 1.500 metros Marta Pen Freitas, respetivamente de 23 e 24 anos, apontando em Londres para classificações a meio da tabela.

Olhão 21/05/2011 - XIX Taça da Europa de Marcha - 20 kms Senior Feminino em Olhão. Inês Henriques( Algarvephotopress / Global Imagens ) © Algarvephotopress / Global Imagens Olhão 21/05/2011 - XIX Taça da Europa de Marcha - 20 kms Senior Feminino em Olhão. Inês Henriques( Algarvephotopress / Global Imagens )

Os dois marchadores (Vieira e Pedro Isidro) estão com 41 e 32 anos e o único marchador, Ricardo Ribas, com 39 anos. No setor feminino, as marchadoras também passaram dos 30 (37 para Inês Henriques, 33 para Cabecinha), e na maratona Catarina Ribeiro, de 27, e Filomena Costa, de 32, beneficiaram das ausências por lesão de Jessica Augusto e por gravidez de Dulce Félix.

Com Sara Moreira de fora igualmente por lesão, a primeira linha do poderoso meio-fundo feminino de Portugal ficou para Salomé Rocha, de 27 anos, única lusa em 10.000 metros, situação invulgar e que só tinha acontecido uma vez em dez anos.

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