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Mundiais marcados pelas despedidas de Bolt, Farah e o regresso dos russos

Logótipo de O Jogo O Jogo 03/08/2017 Hugo Monteiro

Os Mundiais de atletismo decorrem em Londres, de 4 a 13 de agosto.

As despedidas anunciadas de Usain Bolt e Mo Farah serão por certo os pontos fortes dos Mundiais de atletismo, em Londres de 04 a 13 de agosto, que terão o regresso de um contingente russo, ainda sem a bandeira do país.

O fim de linha para o jamaicano tem como reverso a ascensão do diamante sul-africano, Wayne van Niekerk, bem como o advento da nova geração dos velocistas norte-americanos, com Christian Coleman, de 21 anos, à frente - com 9,82 segundos é o líder mundial da época nos 100 metros.

Bolt tem mais 10 anos, quase, e já não é o mesmo colosso que encantou no Mundial de 2009, quando bateu o recorde do mundo, mas ainda garante que é o mais rápido na prova rainha do atletismo em pista.

Já em Londres, garantiu que continua em forma, apesar de haver quatro atletas com melhor marca de inscrição. "Vocês sabem que se eu apareço para uma corrida, isso quer dizer que eu estou cem por cento confiante", asseverou.

"Parece-me fantástico sermos nós a decidir a retirada e não o desporto a mandar-nos para casa. Isso quer dizer que estás satisfeito com o que fizeste", acrescentou Bolt.

Em Londres2017, o campeão olímpico e recordista mundial estará nos 100 metros e 4x100 metros, evitando os 200 metros, onde seria mais difícil bater o sul-africano Wayne van Niekerk, recordista mundial dos 400 metros e detentor do melhor conjunto de marcas em 100, 200 e 400 metros.

Niekerk, 25 anos, é o melhor dos diamantes sul-africanos do atletismo e provavelmente o novo rei dos 200 metros. O esperado choque com Bolt não acontecerá e o jamaicano sai de cena sem repetir a tripla vitória dos Jogos do Rio2016.

A prova de 200 metros poderá mesmo ter uma final pouco vulgar, já que não há norte-americanos no top-8. Os melhores, de longe, são Isaac Makwala, do Botsuana, e Niekerk.

Excelente nos 400 metros, em que já é recordista mundial, Niekerk ainda não é tão bom em 200, pelo que o máximo de Bolt, 19,19, deve resistir desta vez.

Quanto ao britânico Mo Farah não podia escolher melhor estádio para a sua última corrida com as cores nacionais, já que em 2012 aqui se sagrou duplo campeão olímpico. Aos 34 anos, ainda é um dos melhores do planeta, em 5.000 e 10.000 metros, e com margem para evoluir na maratona, mas já antevê o momento em que, finalmente, cederá perante a armada etíope, sempre fortíssima.

Desde 2012, Farah não perde uma grande final de 10.000 metros, estendendo essa série fabulosa nos 5.000 metros a 2011. O último teste à sua supremacia é já na sexta-feira, num estádio olímpico que vai encher para o vitoriar.

Athletics - Usain Bolt Press Conference - London Britain - August 1 2017 Jamaica's Usain Bolt during the press conference Action Images via Reuters/Matthew Childs © Reuters/Matthew Childs Athletics - Usain Bolt Press Conference - London Britain - August 1 2017 Jamaica's Usain Bolt during the press conference Action Images via Reuters/Matthew Childs

Farah ainda é bastante rápido - terceiro do ano em 10.000 metros, quarto em 5.000 - mesmo que a sua ponta final já não seja tão temível.

Mais uma vez, o embate é contra os etíopes (Hadis, Yimer, Alamirew e Belihu, desta vez), em ano em que aparentemente não há concorrência tão forte dos quenianos. Se conseguir ganhar consegue um histórico 'triplo ouro' na distância, voltando no dia de encerramento para os 5.000 metros.

Outra linha de destaque para estes Mundiais é o regresso da Rússia aos grandes palcos, ainda que de forma mitigada e sem poderem competir com o equipamento oficial.

Já não será a imagem desoladora dos Jogos Olímpicos, em que a saltadora Darya Klishina foi a exceção, pois que com o branco dos atletas neutrais autorizados estarão 19 russos, algum deles campeões, como Sergei Shubenkov, que defende o título nos 110 metros barreiras.

Se ganharem alguma coisa, nada no estádio os vai relacionar com a Rússia - nem hino, nem bandeira. Mas é um passo em frente para o regresso da Rússia, banida pela IAAF por causa do escândalo do doping sistemático, que já levou a dezenas de perdas de medalhas e suspensões, após reanálises.

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