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Mundial2014: Brasileiros e portugueses dividem angústia com derrota da seleção em São Paulo

Logótipo de LusaLusa 16/06/2014 Fernanda Barbosa

São Paulo, 16 jun (Lusa) - Brasileiros e portugueses dividiram a angústia com a derrota (4-0) da seleção portuguesa frente à Alemanha, durante a transmissão da partida do Mundial2014 na Casa de Portugal, em São Paulo.

O salão principal da entidade, lotado com mais de 500 adeptos, coloriu-se com bandeiras verdes e vermelhas e camisolas da seleção lusa, principalmente de Cristiano Ronaldo, além de rostos e cabelos pintados nas mesmas cores. Alguns brasileiros, de verde e amarelo, destoavam na vestimenta, mas não no torcer por Portugal.

ANTONIO COTRIM/Lusa © @ LUSA / ANTONIO COTRIM ANTONIO COTRIM/Lusa

Protestos contra o árbitro, o ataque alemão e a transmissão da televisão brasileira, que exaltava a qualidade da seleção adversária, e buzinas marcaram o ambiente. Para apoiar a seleção portuguesa nos seus ataques, palmas e gritos de "Por-tu-gal, Por-tu-gal". No intervalo, alguns presentes dançaram ao som de concertina e bumbo.

Um dos presentes era o ex-ministro da Saúde do Brasil e pré-candidato às eleições do governo de São Paulo Alexandre Padilha, do Partido dos Trabalhadores, que possui família portuguesa por parte de seu pai.

"Hoje está difícil, só um milagre de Fátima nos salva", afirmou o luso-brasileiro Marcos Teixeira, filho de português, de 36 anos, no início do segundo tempo. Ao seu lado, outro adepto carregava uma imagem da santa.

Já o engenheiro Felipe Carneiro, 42 anos, de Lisboa, acreditou numa virada até enquanto foi possível. "O ambiente está pesado, mas não podemos parar (de apoiar a equipa)". O português, que vive e trabalha em São Paulo há dois anos, afirmou ter comparecido à Casa de Porugal para se sentir "mais perto" do país.

O bisneto de portugueses André Pereira, 28 anos, criticou a atuação do defesa Pepe, expulso no primeiro tempo. "Ele também é brasileiro, e estragou tudo", disse o realizador de cinema.

Também brasileiro, o servidor público federal Augusto Mário da Silva, 58 anos, compareceu à Casa de Portugal com camisola vermelha, e um cocar indígena verde e amarelo. "Fomos colonizados pelos portugueses, mas os índios eram os donos da terra, então somos índios também", afirmou o neto de portugueses.

Silva afirmou esperar que o Brasil vença o Mundial2014, mas que Portugal é sua segunda opção. "Ainda dá, vamos classificar em segundo e seguir em frente com força" disse esperançoso.

FYB // VR

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