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Mundial2014: Pedro Proença quer a final, mas oferecia-a à seleção portuguesa

Logótipo de LusaLusa 29/05/2014 Ricardo Carvalho
INÁCIO ROSA/LUSA © @ LUSA / INÁCIO ROSA INÁCIO ROSA/LUSA

Lisboa, 29 mai (Lusa) – Pedro Proença não esconde a ambição de arbitrar a final do Mundial2014, mas trocaria de bom grado a presença no Estádio Maracanã, a 13 de julho, pela possibilidade de ver a seleção portuguesa sagrar-se campeã do Mundo.

Em entrevista à agência Lusa, Pedro Proença considerou que a nomeação para o jogo decisivo no Mundial do Brasil será “o passo normal”, depois de já ter dirigido as finais do campeonato da Europa e da Liga dos Campeões, em 2012.

“Obviamente, carrego comigo a ambição e a grande vontade de, se tiver essa possibilidade, poder estar no dia 13 de julho na final do campeonato do Mundo”, admitiu o árbitro lisboeta.

Em 2012, Pedro Proença tornou-se o primeiro árbitro português a marcar presença na final de um Europeu e o juiz considerou que “as perspetivas são muito positivas” no sentido de continuar a rescrever a história, assumindo-se como o primeiro juiz luso no palco decisivo do Mundial.

“Seria o passo normal. Não minto que seria um objetivo que gostaria de alcançar. Também sei que vão estar os melhores árbitros do Mundo”, assinalou Pedro Proença, sem rejeitar que parte para o Brasil com “as melhores expetativas”.

Apesar do otimismo, o árbitro internacional português advertiu que “não há margem para errar”, devido à curta duração do torneio: “Se houver algum lapso ou qualquer coisa que não corra da melhor forma, sabemos que podemos vir mais cedo para casa”.

“Há algo que podemos fazer, que é preparar bem o torneio. Cabe-nos preparar bem as coisas e tentar não falhar nos momentos cruciais. Fazemos muito poucos jogos e um momento infeliz não é possível ser recuperado como num campeonato”, sustentou.

Naquele sentido, Pedro Proença sente-se “privilegiado”, porque dispõe de uma estrutura que lhe permite “trabalhar quase em exclusividade para a arbitragem” e chegar às fases finais “em igualdade de circunstâncias com outras equipas (de arbitragem), que são altamente profissionais”.

“Há um trabalho por trás, de toda uma estrutura, que permite a esta equipa de arbitragem poder chegar a estas competições como outra qualquer seleção que pretende ser campeão do Mundo”, explicou.

Pedro Proença lembrou que a presença no último jogo da prova não está apenas dependente do seu bom desempenho, mas também do percurso da seleção nacional, revelando que não hesitaria em trocar a “sua final” pela conquista do título por parte de Cristiano Ronaldo e seus pares.

“Como portugueses, aquilo que pretendemos é que a nossa seleção, se possível, chegue o mais longe que o torneio possibilite. Se pudéssemos ser campeões do Mundo, sentir-me-ia muito bem como português. (Abdicava da sua final?) Com certeza que sim”, afirmou.

Apesar de se preparar para participar no seu primeiro campeonato do Mundo, o representante da arbitragem portuguesa no Brasil é, aos 43 anos, um dos mais experientes do certame e tem outras vantagens sobre a maioria da “concorrência”.

Pedro Proença foi um dos 10 juízes que participaram na Taça das Confederações de 2013, uma espécie de antecâmara do Mundial, e beneficiará da proximidade entre Brasil e Portugal, cuja arbitragem está internacionalmente “muito bem cotada”.

“Se nos recordamos que somos um pequeno país, com 10 milhões de habitantes, e que temos conseguido ter não só o melhor jogador do Mundo, como o melhor treinador e ter a arbitragem portuguesa nos melhores palcos do Mundo”, notou.

A imparcialidade que lhe é exigida não impede Pedro Proença de apreciar as “seleções que jogam bom futebol” e os “jogadores talentosos”, até porque antes de ser árbitro é espetador e também se “delicia” com um bom jogo ou um bom golo.

Foi precisamente quando percebeu “que não tinha muito pouco jeito para jogar” que Pedro Proença abraçou a carreira de árbitro, aos 17 anos, mas rapidamente se tornou uma “paixão” que o ajudou a crescer “não só enquanto ator desportivo, mas, fundamentalmente, como homem”.

RPC // PFO

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