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"Nós, presidentes, podíamos dizer que nos damos bem e vamos cantar o cumbayá..."

Logótipo de O Jogo O Jogo 27/04/2017 Hugo M. Monteiro

Bruno de Carvalho voltou a abordar a temática da violência no futebol e garantiu que aquilo que os presidentes fazem é, muitas vezes, "tirar a pressão da panela".

À semelhança do que já tinha feito na quarta-feira, à saída da Cidade do Futebol, Bruno de Carvalho voltou a referir que o clima de violência não é criado pelos presidentes dos clubes. O dirigente máximo do Sporting vai mais longe e diz mesmo que os "piropos" proferidos servem, muitas vezes, para "tirar a pressão da panela".

"Nós, presidentes, podíamos dizer que nos damos bem e vamos cantar o cumbayá, mas as nossas intervenções tiram a pressão da panela. Importante é não ter medo de intervir. Os presidentes podem ser 'role models', que se não houver trabalho de bastidores com a polícia, não resultava em nada. Também está aqui a UEFA e aproveito para dizer algumas coisas... Sou pai também e o mundo atravessa um problema grave de falta de valores e princípios a nível social, vejo isso nos jovens. Temos de lutar contra isso, ir mudando. Não é fácil. No futebol é mais grave porque enfrentamos esse problema social e um sistema que acha que é um subsistema, o futebol acha que é fechado em si", afirmou Bruno de Carvalho no congresso "The Future of Football", que decorre em Alvalade. O presidente leonino destacou também a posição do Sporting em relação ao mau comportamento dos seus próprios adeptos:

© Álvaro Isidoro/Global Imagens

"Os adeptos do Sporting estavam em estado de choque [após a morte de Marco Ficini] e tiveram um comportamento exemplar, mas não quero dizer que não têm cometido também os seus excessos. Se calhar, somos o único clube a proibir adeptos de entrar no estádio, a pedido da Direção através do tribunal. Há piropos de que sou aldrabão... isso faz parte do futebol. Não podemos é atravessar certas linhas", reiterou o dirigente verde e branco, que defende a tomada de ação dos presidentes face à ocorrência de determinadas situações nos recintos desportivos.

"Temos de ter a coragem de, perante comportamento errado, agir no momento. Não posso permitir que não se perceba a gravidade, de ver uma tarja gigantesca a gozar com a morte de um adepto. Já aconteceu comigo, com o presidente de outro clube ao lado que nada fez, nas modalidades. Ninguém imagina o que foi este dérbi fora das quatro linhas, não imaginam o trabalho que eu e a minha equipa tivemos para decorresse normalmente. Havia um choque e sentimento de revolta tão grande que ninguém vê o trabalho que foi feito para que não houvesse cânticos ou agressões. Acaba o jogo e tenho os adeptos da equipa adversária a atirar cadeiras que se caem na cabeça de alguém, criança ou adulto, as mata. A violência gera violência", rematou Bruno de Carvalho.

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