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Navio anti-imigrantes C-Star imobilizado em Chipre do Norte

Logótipo de O Jogo O Jogo 26/07/2017 Administrator

As autoridades cipriotas turcas imobilizaram hoje o navio C-Star, fretado por militantes de extrema-direita para lutar contra a imigração clandestina em direção à Europa, e prenderam o seu capitão, segundo meios de comunicação locais.

O capitão do navio e o seu adjunto foram detidos, enquanto o navio está imobilizado no porto cipriota turco de Famagusta, no leste da ilha mediterrânica, referiu o jornal Kibris Postasi.

Os dois homens são suspeitos da posse de "documentos falsos", acrescentou o jornal sem fornecer mais detalhes.

O navio foi fretado pela rede europeia Geração Identitária (GI), e em particular pelos seus ramos francês, italiano e alemão, para a operação "Defende Europe" (Defender a Europa).

Os militantes recolheram 76.000 euros ao promoveram uma coleta de fundos na 'internet' e que permitiu o aluguer do C-Star e da sua tripulação.

Segundo o grupo de extrema-direita, o navio, que deixou o Djibouti no início de junho, esteve bloqueado uma semana no canal do Suez, após ONG terem acusado o seu proprietário de "ter transportado migrantes, o que é totalmente falso", numa tentativa de impedir a missão.

Uma rusga das autoridades egípcias acabou por não surtir qualquer resultado, indiciou à agência noticiosa France-Presse (AFP) Clément Galant, responsável pelo ramo francês desta organização anti-imigração.

Em Chipre, indicou ainda, as ONG voltaram a "fazer pressão". Explicou que os cidadãos do Sri Lanka que estavam a bordo se encontravam em formação e que foram forçados a abandonar o navio. "Não são clandestinos, foi uma enorme falsidade".

O objetivo da operação consiste em "mostrar a verdadeira face das ONG que se dizem humanitárias, a sua colaboração com a máfia dos traficantes", disse Galant num vídeo antes difundido nas redes sociais.

"Durante a nossa missão, quando cruzássemos embarcações repletas de clandestinos, contactaríamos os guardas-costeiros líbios para que pudessem vir em seu socorro, e garantiríamos a sua segurança até à sua chegada", acrescentou.

O objetivo desta iniciativa, muito criticada pelas ONG, consistia em reconduzir os migrantes para a Líbia.

No entanto, os guardas-costeiros italianos consideram que este país não oferece "porto seguro" face ao direito marítimo internacional e organizam sempre a transferência para Itália dos migrantes socorridos, sob a sua coordenação.

"Ao enfrentarmos as redes de traficantes, podemos salvar a Europa", explicou um porta-voz do GI-Itália.

De acordo com os últimos números da Organização Mundial para as Migrações (OIM), mais de 111.000 migrantes e refugiados chegaram à Europa por mar desde 01 de janeiro, incluindo perto de 93.500 à Itália. Mais de 2.360 morreram ao tentar a travessia.

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