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Negócio também está à porta da Feira Internacional de Maputo

Logótipo de O Jogo O Jogo 31/08/2017 Administrator

Mesmo sem entrar no recinto da Feira Internacional de Maputo (Facim), também é possível fazer negócios e não faltam estratégias arrojadas para os divulgar, numa luta que garante a sobrevivência de muitas famílias.

Como acontece anualmente, a zona envolvente da Facim é tomada por um aglomerado de pessoas dispostas a comprar e vender produtos e serviços a preços mais acessíveis, num movimento de muita agitação.

Litos Júnior, 24 anos, é um dos jovens que, à entrada da maior feira do país, procura inovar nas estratégias de 'marketing', um exercício do qual depende a sobrevivência da sua mulher e três filhos.

"Eu vendo cartões de telemóvel e, ao mesmo tempo, facilito o processo de registo deste mesmo cartão através do meu celular. Este é o meu principal trunfo e o que garante que eu tenha mais clientes", declarou à lusa o jovem comerciante.

Litos Júnior faz-se de madrugada às escuras ruas de Ricatlha, nos arredores de Maputo, vindo do bairro de Maxaquene, na capital, para conseguir um lugar privilegiado junto à entrada da feira.

"Não é um grande negócio, mas dá sempre para deixar algumas moedas em casa, principalmente numa altura de crise, como esta", explica o comerciante, enquanto promove o seu produto no meio de uma multidão visivelmente desinteressada.

A sofisticação das grandes tendas organizadas dentro da Facim contrasta com a realidade das barracas de construção precária ao longo da avenida que dá acesso à feira, num misto em que a vegetação de uma zona em expansão mistura-se com as más condições higiénicas dos pequenos comerciantes.

Laurinda Mapengua, 46 anos, luta pelo "pão de cada dia" à entrada da Facim.

É assim desde 1999: um momento para conseguir mais algum rendimento, na medida em que o seu negócio de venda de comida no mercado de Zimpeto, a poucos quilómetros da feira, "não tem dado quase nada".

"Eu tenho quatro filhos e dois netos. Todos vão à escola e apenas um filho meu trabalha. Os restantes dependem de mim. Esta é uma alternativa que tenho para sobreviver", acrescenta a comerciante.

Boa parte dos seus clientes são trabalhadores da feira, que preferem comer na rua por causa dos preços mais baixos.

Uma refeição no interior da feira pode atingir os 300 meticais (cerca de quatro euros) enquanto nas barracas improvisadas do exterior custa metade.

"Esta tem sido a nossa estratégia desde que começámos a vender os nossos produtos aqui e, apesar de tudo, não temos nada para reclamar. Pelo menos conseguimos alguma coisa", concluiu a comerciante, enquanto preparava mais uma refeição para um dos seus clientes.

A 53.ª edição da Facim que decorre desde segunda-feira e durante esta semana, com representação de 1.900 empresas de 28 países em Ricatlha, Marracuene, nos arredores da capital moçambicana.

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